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Foco 09/04/2015

Taxa de desemprego sobe a 7,4% no trimestre até o mês de fevereiro

Com maior procura por trabalho e fechamento de vagas, a taxa de desemprego brasileira subiu a 7,4% no trimestre finalizado em fevereiro. É a maior taxa desde o trimestre de março a maio de 2013 (7,6%), segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O número revela uma forte piora em relação à taxa de 6,8% registrada nos três meses até janeiro. Também ficou acima da taxa apurada no mesmo período de 2014, de 6,8%, e da registrada no trimestre encerrado em novembro, de 6,5%.

“O mercado quebrou um ritmo de queda da taxa de desemprego que se via até há pouco tempo. No período mais curto não há uma geração de vagas e a procura se tornou bem maior”, disse o coordenador da pesquisa Cimar Azeredo.

No trimestre até fevereiro o número de desocupados, que inclui aqueles que tomaram alguma providência para conseguir trabalho, atingiu 7,401 milhões de pessoas, alta de 14,7% ante os três meses encerrados em novembro. A população ocupada, por sua vez, teve queda de 0,4%, para 92,305 milhões, na mesma comparação.

O IBGE usa a comparação com o trimestre imediatamente anterior ao período anunciado para evitar repetição de dados relativos aos meses anteriores.

Rendimento cresce 1,3%

Por outro lado, o rendimento real dos trabalhadores avançou 1,3% na comparação entre os dois períodos, para R$ 1.817. Mas o ritmo de alta já é inferior em relação ao período encerrado em fevereiro de 2014, quando houve aumento de 1,9%.

O mercado de trabalho vem enfrentando uma menor criação de vagas e ao mesmo tempo maior procura por emprego, em um cenário de inflação e juros altos e perspectiva de contração do PIB neste ano. Em fevereiro, o país perdeu 2.415 vagas com carteira, o pior resultado para o mês desde 1999, segundo dados do Ministério do Trabalho.

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