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Foco 09/04/2015

Dengue cresce 153% na capital paulista e avança rumo à zona sul

Tenda instalada na zona norte de São Paulo, para atendimento a pacientes com suspeita de dengue | Danilo Verpa/Folhapress

Tenda instalada na zona norte de São Paulo, para atendimento a pacientes com suspeita de dengue | Danilo Verpa/Folhapress

A Secretaria Municipal da Saúde confirmou na quinta-feira mais duas mortes por dengue. Com os novos casos, a capital chega ao quarto óbito este ano. Outras nove mortes são investigadas. Em 2014, 14 pessoas morreram vítimas da dengue.

Segundo o balanço, 8.063 casos da doença foram confirmados de janeiro até o 28 de março, um aumento de 153% em relação aos 3.183 registros de 2014.

A zona norte segue como região mais afetada. A Brasilândia lidera com 586 casos (veja quadro ao lado). No entanto, o avanço do número de infectados  na zona sul já colocou as autoridades municipais em alerta.

O bairro de Cidade Ademar tem hoje 461 casos, quase o dobro do registrado no balanço anterior, que abrangia o período de janeiro a 14 de março.

De acordo com o secretário-adjunto da Saúde, Paulo Puccini, as novas vítimas são duas mulheres: uma de 27 anos, moradora do bairro de  Lajeado, na zona leste, e a outra, de 47, que vivia no Grajaú, na zona sul.

No caso das primeiras vítimas, tratavam-se de uma senhora de 84 anos, moradora da  Brasilândia, zona norte, e de um menino de 11 anos, do Jardim Ângela, zona sul, que já enfrentava um quadro de leucemia

Tendas

Puccini anunciou que a prefeitura irá montar mais três tendas de apoio. A primeira  começou a funcionar na segunda-feira, ao lado da UBS Jardim Vista Alegre, na Brasilândia.

“A tenda atendeu 517 pessoas em três dias, na região com mais casos de dengue. As próximas duas ficarão no Jaraguá e na Freguesia do Ó.” Segundo ele, uma quarta tenda será instalada em Cidade Ademar.

A instalação das estruturas vai atrasar. Na semana passada, a secretaria havia anunciado a instalação em quinze dias. Na quinta, porém, Puccini disse que os trabalhos ainda devem demorar mais duas semanas.

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