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Foco 09/04/2015

Incêndio em Santos entra no 8º dia; caminhoneiros acumulam prejuízo de R$ 10 milhões

Incêndio na região do porto de Santos começou na manhã da última quinta-feira | Corpo de Bombeiros da PMESP

Incêndio na região do porto de Santos começou na manhã da última quinta-feira | Divulgação/Corpo de Bombeiros da PMESP

O incêndio no terminal da Ultracargo, do Grupo Ultra, no distrito de Alemoa, em Santos, continuava nesta quinta-feira pelo oitavo dia seguido, atingindo ainda um tanque de gasolina, segundo informações da Defesa Civil do Estado de São Paulo.

A estratégia dos bombeiros permanece sendo resfriar os reservatórios com água bombeada do mar, aguardando o melhor momento para aplicar espumas especiais de combate a incêndio. Os bombeiros também continuam estancando vazamentos, disse a Defesa Civil.

Na noite de quarta-feira, a Prefeitura de Santos informou que aguardava receber da Aeronáutica cerca de 500 mil litros de líquido gerador de espuma (LGE) para ajudar no combate às chamas. Até a noite da véspera, mais de 400 litros do produto já haviam sido utilizados pelo Corpo de Bombeiros.

O bloqueio de caminhões continua parcial na margem direita do Porto de Santos, com entrada permitida das 22h às 4h para os veículos com agendamento nos terminais autorizados pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Já a saída dos caminhões do porto ocorrerá em comboios das 9h às 17h e das 21h às 5h, segundo a Prefeitura de Santos.

A liberação, válida desde a quarta-feira, ocorre mediante apresentação de documento comprobatório e com o limite de até 800 veículos de carga, informou a Prefeitura de Santos em comunicado.

O bloqueio parcial dos veículos de carga já começa a prejudicar os embarques de soja e outros produtos no Porto de Santos, já que desde segunda-feira o acesso de caminhões à margem direita do porto está restrito devido ao incêndio, localizado no distrito ao lado da principal via de acesso na entrada da cidade.

Caminhoneiros acumulam prejuízo de R$ 10 milhões

Motoristas de caminhões impedidos de transportar cargas no Porto de Santos, litoral de São Paulo, calculam as perdas acumulados nestes oito dias de incêndio. Segundo a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), os prejuízos já passam de R$ 10 milhões.

De acordo com o presidente da Abcam, José da Fonseca,além das perdas com o carregamento, motoristas proibidos de entrar no porto acabam retornando e, com isso, são obrigados a pagar duas vezes o pedágio da Rodovia Anchieta.

Os caminhoneiros também estão tendo que dormir na boléia e pagar para tomar banho nos banheiros de postos de combustíveis.

E existem ainda os prejuízos pessoais. O caminhoneiro Luis Silva, por exemplo, havia planejado adiantar o transporte das cargas de açúcar para conseguir estar em casa no aniversário de 32 anos do seu casamento. Com o acesso ao porto bloqueado, ele acabou perdendo a comemoração.

Na madrugada desta quinta-feira a área de descanso que fica no km 40 da Rodovia Anchieta começou a ser esvaziada depois que o acesso à margem direita do porto foi liberado por comboios. A liberação precisa ser agenda com o Codesp (Companhia de Docas do Estado de São Paulo) e depende do tipo e volume da carga.