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Brasil 09/04/2015

Eduardo Cunha manda demitir homem que soltou ratos no plenário

| Pedro Ladeira/Folhapress

Ratos circularam pelo plenário | Pedro Ladeira/Folhapress

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, pediu a exoneração do funcionário da Casa que soltou ratos no plenário nesta quinta-feira. O possível exonerado é assistente técnico de gabinete.

O homem, chamado Márcio Martins Oliveira, levou os ratos em uma caixa e soltou os animais assim que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, chegou para prestar depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras.

Foram soltos dois ratos, dois hamsters e um esquilo da Mongólia. O presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais, deputado Ricardo Izar (PSD-SP), esteve no Departamento de Polícia Legislativa (Depol) para ver como estavam os animais, após toda a confusão.

O deputado Laudivio Carvalho (PMDB-MG) acompanhou Izar na visita ao Depol e os dois fizeram um requerimento para ficarem com os cinco ratos até que o processo seja concluído.

Márcio, o homem que soltou os ratos, trabalhou como secretário parlamentar no gabinete do deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP), ganhoando o cargo em abril de 2012, mas foi exonerado da função no último dia 9 de março. Agora, o funcionário ocupa um cargo de natureza especial na 2ª Vice-Presidência, como servidor da Câmara.

Após o episódio, deputados governistas acusaram a oposição de querer transformar a CPI em um circo.

Vaccari começou a prestar depoimento por volta das 10h50min e pessoas sem credenciais estão sendo barradas pelos policiais legislativos de entrar no plenário.

O tesoureiro do PT foi citado em delações da Lava Jato como operador do PT no esquema de corrupção da Petrobras. O dinheiro, fruto de pagamento de propina, teria alimentado campanhas eleitorais – inclusive a da presidente Dilma Rousseff em 2010.

No depoimento à CPI, Vaccari Neto negou as acusações e afirmou que as doações para as campanhas foram todas feitas de forma legal.

Ele afirmou que nunca tratou de doações ao PT com Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, nem com Pedro Barusco, ex-gerente da diretoria de Serviços. Ambos os executivos confessaram os desvios na estatal e firmaram acordo de delação premiada.

“Barusco nunca fez parte da minha intimidade e também nunca tratei com ele qualquer assunto de finanças do partido. Todas as vezes que encontrei com ele sempre estava acompanhado de mais pessoas”, declarou o petista.

Vaccari Neto afirmou ainda que conheceu o doleiro Alberto Youssef “casualmente” e “há muitos anos”. Disse, no entanto, que nunca se relacionou com ele ou tratou de negócios.

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