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Foco 08/04/2015

Saída de recursos da poupança no 1º trimestre é a maior da história

O aumento do endividamento das famílias, a inflação em alta e a perda de atratividade com a elevação dos juros básicos fizeram a poupança registrar, em março, a maior retirada mensal líquida de recursos da história. No mês passado, os brasileiros retiraram R$ 11,44 bilhões a mais do que depositaram na caderneta – o maior volume desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995.

No primeiro trimestre, a retirada líquida da caderneta atingiu R$ 23,23 bilhões. Nos três primeiros meses do ano, a poupança registrou captação líquida negativa. Em janeiro, os brasileiros tinham retirado R$ 5,53 bilhões a mais do que depositaram na aplicação financeira. Em fevereiro, a captação líquida ficou negativa em R$ 6,26 bilhões.

Para especialistas, boa parte dos brasileiros está retirando recursos da poupança para pagar dívidas. Também ficou mais difícil poupar com a alta da inflação, que corrói a renda, e a piora no mercado de trabalho.

Além disso, a poupança vem perdendo atratividade com as elevações na taxa básicas de juros promovidas nos últimos meses. Desde outubro do ano passado, a Selic subiu 1,75 ponto percentual, para os atuais 12,75% ao ano. Com isso, os fundos de renda fixa e DI, que mesmo com Imposto de Renda e taxas de administração, se tornaram mais rentáveis, superando os ganhos da caderneta.

Com o resultado de março, o saldo total da poupança recuou mais uma vez e ficou em R$ 650,290 bilhões, ante R$ 662,7 bilhões em dezembro.

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