logo
Foco
Foco 07/04/2015

Santos recebe ajuda da FAB para combater incêndio, que já dura seis dias

Incêndio já dura cinco dias | Flavio Hopp/Brazil Photo Press/Folhapress

Incêndio já dura seis dias | Flavio Hopp/Brazil Photo Press/Folhapress

O incêndio nos tanques da empresa Ultracargo, no bairro da Alemoa, na cidade de Santos, entra nesta terça-feira (7) no sexto dia. A área continua isolada, pois o fogo ainda atinge dois tanques de gasolina. Os Bombeiros seguem trabalhando desde a última quinta-feira (2) sem interrupção.

Nesta madrugada, um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) levou mais um produto para reforçar no combate ao fogo: um pó químico seco cedido pela Infraero. O produto é uma espécie de espuma, semelhante ao conteúdo de extintores de carro, mas que é usado de forma mais eficiente no combate a incêndios em aviões e aeroportos.

Além da novidade, sete rebocadores continuam auxiliando na captação de água do mar, usada pelos caminhões de incêndio. Os Bombeiros utilizam mangueiras de 650 metros de comprimento para alcançar a água no canal do Porto de Santos. Os navios que fazem a captação têm capacidade para enviar 75 mil litros de água por minuto.

Na segunda-feira (6), a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) do estado de São Paulo informou que suas estações de monitoramento da qualidade do ar em Santos não detectaram aumento significativo na concentração de poluentes no município em razão do incêndio. Em nota, a empresa Ultracargo informou que realiza, por meio de uma empresa especializada, o monitoramento e controle de risco ambiental na área do acidente.

Restrição a caminhões é mantida pelo menos até quarta-feira

Desde segunda, o acesso de caminhões com destino ao Porto de Santos na Via Anchieta foi restringido.A autoridade portuária de Santos (Codesp) informou que a proibição do acesso de caminhões aos terminais da margem direita do porto será mantida pelo menos até quarta-feira.

O prazo para o fim das restrições ao tráfego continua sendo sexta-feira, mas um gabinete de crise que inclui governo do Estado, Corpo de Bombeiros e polícia reúne-se a cada 12 horas para avaliar se o bloqueio pode ser levantado antecipadamente, afirmou a Codesp por meio da assessoria de imprensa.

A medida, amplamente acompanhada pelo setor exportador, será reavaliada ao longo da quarta-feira. Quanto mais demorar para o bloqueio ser suspenso, maior o risco de os armazéns portuários ficarem sem produtos, ameaçando exportações de matérias-primas e manufaturados.

“O combate ao incêndio vem sendo intensificado, todavia, a melhor estratégia definida pelo Corpo de Bombeiros, neste momento, é a extinção do incêndio pelo esgotamento do produto inflamável”, disse a autoridade portuária, em nota.

Segundo a Ecovias, concessionária que administra essa rodovia, a pista apresenta tráfego lento no sentido litoral, do quilômetro 31 ao 40, devido à triagem de veículos feita pela Polícia Rodoviária. Apenas caminhões com produtos perecíveis são liberados, pela polícia, para seguir até Porto Santos.