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Foco 07/04/2015

PMs que participaram da ação que terminou com a morte de Eduardo são afastados

Mãe de Eduardo, Teresinha Maria de Jesus, enterrou o filho no Piauí / Divulgação/Facebook

Mãe de Eduardo, Teresinha Maria de Jesus, enterrou o filho no Piauí / Divulgação/Facebook

A Polícia Militar afastou oito agentes que participaram da operação no complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, a qual resultou na morte do menino Eduardo de Jesus, 10 anos, na quinta-feira. O pedido de afastamento foi feito pela Divisão de Homicídios para que os agentes não atrapalhem as investigações do caso.

Dois policiais militares admitiram ter feito disparos perto da região onde o garoto estava, mas negaram ter acertado a criança. Pela confissão, agora eles são os principais suspeitos da morte.

A Polícia Militar disse que houve um tiroteio com traficantes naquele dia, mas a mãe de Eduardo, Teresinha Maria de Jesus, contou que ouviu apenas um tiro. A criança teve sua cabeça acertada por um tiro de fuzil.

Na sexta-feira, a polícia já havia afastado os PMs do policiamento nas ruas. Eles tiveram suas armas recolhidas para a realização de exame balístico e respondem a um Inquérito Policial Militar.

O delegado que investiga o caso continua ouvindo policiais e testemunhas. Agora, o responsável aguardará os laudos da perícia e o retorno dos pais da vítima para um depoimento mais aprofundado, depois marcará uma reprodução simulada do crime.

Uma professora de Eduardo fez um vídeo falando sobre a última conversa que teve com o aluno, lembrando como o menino gostava de contar histórias e visitar asilos.

Amigos e colegas de Eduardo fizeram uma homenagem na escola onde ele estudava, com cartazes e fotos dele espalhadas pela sala de aula do colégio Maestro Francisco Mignone, em Olaria, também na zona norte.

Na segunda-feira, o corpo de Eduardo de Jesus foi enterrado em Corrente, no Piauí.