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Foco 06/04/2015

Indonésia rejeita recurso de australianos condenados à morte

| Murdani Usman/Reuters

Os recursos dos australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaran foram rejeitados | Murdani Usman/Reuters

Um tribunal da Indonésia rejeitou nesta segunda-feira (6) os recursos apresentados pelos advogados de dois australianos condenados à morte por tráfico de drogas. Essa era a última possibilidade que tinham para evitar as execuções por fuzilamento. Os recursos dos australianos Andrew Chan e Myuran Sukumaran foram rejeitados depois de o presidente indonésio, Joko Widodo, já ter negado os pedidos de clemência do governo australiano.

Chan e Sukumaran estão no grupo de 11 prisioneiros, incluindo cidadãos da França, Brasil, Filipinas, Nigéria e Gana, sentenciados à pena de morte por tráfico de drogas.

As autoridades indonésias indicaram que estão à espera da resolução de todos os pedidos de recursos legais, antes de executar os condenados no mesmo dia.

Os australianos foram condenados à morte em 2006, acusados de chefiar um grupo de traficantes – conhecidos como Os Nove de Bali –, quando tentavam levar 8 quilos de heroína de Bali para a Austrália, em 2005.

O brasileiro Rodrigo Gularte, que também aguarda a execução no corredor da morte na Indonésia, foi preso em 2004 com 6 quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe, tendo sido condenado em 2005.

Apesar dos pedidos de clemências por parte dos países de origem dos condenados, como a Austrália, o Brasil e a França, Widodo reiterou a firmeza de seu governo contra o tráfico de drogas e rejeitou os pedidos dos condenados.

Em janeiro, a Indonésia executou seis traficantes de drogas, incluindo o brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, o que causou uma crise diplomática entre a Indonésia e o Brasil.

A Indonésia, que retomou as execuções em 2013 depois de cinco anos de moratória, tem 133 prisioneiros no corredor da morte, dos quais 57 condenados por tráfico de drogas, dois, por terrorismo, e 74, por outros crimes.