logo
Foco
Foco 06/04/2015

Funcionária é vítima de estupro no metrô de São Paulo

Cabine onde ocorreu o crime permanece fechada | Código19/Folhapress

Cabine onde ocorreu o crime permanece fechada | Código19/Folhapress

Uma funcionária de uma cabine de recarga do Bilhete Único, de 19 anos, foi estuprada dentro da estação República do metrô. O crime ocorreu na noite da última quinta-feira, mas só se tornou público nesta segunda-feira, após denúncias de funcionários.

De acordo com o boletim de ocorrência interno  do Metrô, a operadora foi atacada no fim do expediente, por volta das 23h30. Ao sair do quiosque, que fica próximo à saída da rua do Arouche, foi surpreendida por um homem que amarrou suas mãos nas costas e a violentou dentro da cabine.

Em seguida, outro bandido entrou no quiosque e tentou abrir um cofre que fica dentro da cabine. Após várias tentativas sem sucesso, os dois fugiram levando dois celulares.

As câmeras do quiosque foram destruídas pelos bandidos, mas a polícia  acredita que o sistema de vigilância do Metrô pode ajudar na identificação dos suspeitos.

A vítima é contratada da Prodata Mobility, empresa que presta serviços de bilhetagem no metrô há quatro anos. A empresa afirma que está prestando toda a assistência psicológica à vítima, que foi levada para um hospital.

O Metrô informou que encaminhou a funcionária para a Delegacia de Polícia do Metropolitano e está colaborando com a polícia,  inclusive cedendo imagens dos circuitos de vigilância, para ajudar na investigação do caso.

A localização da cabine, que permanece fechada desde o crime, foi determinada pelo Metrô, segundo a Prodata.

O Sindicato dos Metroviários de São Paulo publicou uma nota de repúdio, afirmando que as condições em que o crime aconteceu revelam “uma situação inaceitável de falta de segurança”.

Segundo o sindicato, “faltam funcionários em todos os postos, principalmente na segurança à noite, quando o quadro é bastante reduzido, deixando usuários e funcionários expostos a fatos revoltantes como esse.”

O Metrô afirma que há mais de 1.100 agentes de segurança, que atuam uniformizados ou à paisana, e 3 mil câmeras distribuídas ao longo de suas linhas, nos trens e nas estações. A companhia também mantém a parceria com os órgãos de Segurança Pública.