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Foco 05/04/2015

Autoridade não foi informada sobre saúde de copiloto

Equipes de resgate no local do acidente | Ministério do Interior Francês/Reuters

Equipes de resgate no local do acidente | Ministério do Interior Francês/Reuters

A  LBA, autoridade alemã de supervisão do transporte aéreo que emite os brevês de voo aos pilotos, declarou neste domingo que não havia sido informada sobre a depressão do copiloto Andreas Lubitz, suspeito de ter causado o acidente com o Airbus da Germanwings nos Alpes franceses. Segundo o órgão, a alemã Lufthansa, proprietária da Germanwings, não enviou “nenhuma informação sobre o histórico médico” de Lubitz.

Os médicos da Lufthansa, que examinaram Lubitz, não alertaram as autoridades sobre a “fase de depressão grave”, disse um porta-voz da LBA à agência de notícias AFP. A LBA só teve acesso ao dossiê médico do copiloto em 27 de março, três dias após o acidente, acrescentou.

Segundo informações fornecidas pelo jornal alemão “Welt am Sonntag”, Lubitz foi examinado pelo menos seis vezes por médicos da Lufthansa a partir de 2009. Foi durante este ano que ele informou à escola de pilotagem da empresa, quando retomou a sua formação após uma longa ausência médica, ter passado por uma “depressão grave”. Um único exame psicológico foi realizado em 2009 e nenhum outro depois, afirma o jornal.

A Lufthansa não quis comentar as informações, em razão da investigação em curso sobre as circunstâncias do acidente.

Maioria oculta problema

A maioria dos pilotos que sofrem de depressão oculta o problema. Segundo levantamento, feito pela Organização Civil Internacional de Aviação em 2013 com 1.200 pilotos, cerca de 60% desses profissionais que sofreram algum tipo de depressão continuaram a voar sem avisar seus superiores e 15% decidem tratar-se em segredo. Apenas 25% deles informaram o caso às empresas que trabalhavam.