logo
Foco
Foco 02/04/2015

Prefeitura e PM querem rodízio de ‘pancadões’ em São Paulo

Jovens correm após PM  acabar com pancadão na avenida Ushikichi Kamiya, zona norte | Eduardo Anizelli/Folhapress

Jovens correm após PM acabar com pancadão na avenida Ushikichi Kamiya, zona norte | Eduardo Anizelli/Folhapress

A prefeitura e a PM (Polícia Militar) pretendem organizar um rodízio de bailes funk na cidade. A medida foi divulgada ontem, após reunião entre a vice-prefeita, Nádia Campeão (PC do B), e o secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes.

A ideia é alternar os locais em que os pancadões acontecem para evitar confusões e distúrbios. A PM estima que existam 440 locais da cidade onde os eventos ocorram com regularidade e informou que recebe cerca de 400 ligações com reclamações por fim de semana dos bailes de rua.

Normalmente, as festas são organizadas em bairros da periferia -como Penha (zona leste), Parelheiros (zona sul) e Pirituba (zona norte)- e acontecem no meio da rua. Os eventos costumam virar a madrugada, causando transtornos aos moradores.

Para controlar as festas, o governo e a prefeitura dividiram a capital em 11 áreas. A ideia é que sejam realizados apenas dois pancadões por mês em cada um desses territórios. Os bailes seriam realizados em parques ou campos de futebol.

Para aproveitar a balada, os festeiros terão que respeitar as novas regras impostas pela polícia: horário de início e fim do baile, área demarcada para o evento e a proibição da venda de bebidas alcoólicas para menores de idade.
Os pancadões que desrespeitarem as normas serão considerados ilegais e poderão sofrer repressão policial.

“Será o mesmo modelo adotado no Carnaval na Vila Madalena, com lugares delimitados, organizado, com cerco da PM”, afirmou Moraes.

De acordo com a PM, só neste ano foram presas 144 pessoas que participavam de bailes funk, acusadas de tráfico de drogas e roubo. A corporação estima já ter gasto cerca de R$ 1,5 milhão para coibir os eventos em 2015.