logo
Foco
Foco 02/04/2015

Campus da USP já teve dez sequestros-relâmpago no ano

USP sofre com sequestros-relâmpago | Rahel Patrasso / Futura Press

USP sofre com sequestros-relâmpago | Rahel Patrasso / Futura Press

Do início do ano até sexta-feira da semana passada, foram registrados dez sequestros-relâmpago dentro do campus da USP (Universidade São Paulo), no Butantã, zona oeste. Os criminosos agem abordando um carro e fazendo o motorista de refém, obrigando-o a sacar dinheiro em caixas eletrônicos.

A SSP (Secretaria de Segurança Pública) informou que o secretário Alexandre de Moraes se reuniu duas vezes com a reitoria da USP para melhorar a segurança no campus. Cerca de 20 policiais militares estão sendo treinados para atuar na universidade.

Há mais 12 casos de sequestros nos arredores da Cidade Universitária, segundo a “Folha de S. Paulo”.

Alunos, funcionários e taxistas ouvidos pelo jornal disseram que os crimes mais comuns são os roubos, principalmente de bicicletas, e as áreas mais perigosas são os portões da universidade.

Os casos estão sendo investigados pelo 93º DP, no Jaguaré. A SSP divulgou que já prendeu um dos autores de pelo menos dois casos. Outras 39 pessoas foram presas na área.

Mudanças

No fim de janeiro, o professor José Antonio Visintin, do departamento de medicina veterinária, assumiu a chefia da segurança no campus. Ele substituiu a antropóloga Ana Lúcia Pastore Schritzmeyer, que teve gestão marcada pelas denúncias de abuso sexual na Faculdade de Medicina.

A USP confirmou as reuniões com o secretário da Segurança, mas afirmou que ainda não tem detalhes do novo policiamento.