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Foco 01/04/2015

Vacina contra a dengue deve chegar ao mercado em 2016, diz Instituto Butantan

Segunda dose da vacina é essencial para garantir a proteção contra o HPV | Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vacina deve chegar ao mercado no final do ano que vem| Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Instituto Butantan deverá disponibilizar a vacina contra a dengue até o fim do ano que vem ao mercado. Técnicos estão preparando os documentos para pedir a antecipação da fase três dos testes, que reunirá 12 mil voluntários.

Diretor-substituto da instituição, Marcelo Franco, explica que nas etapas anteriores também houve a aplicação em humanos.

Na primeira fase de teste foram feitas feitas avaliações sobre a segurança do medicamento e havia um pequeno número de voluntários. Depois, o grupo foi ampliado e se verificou também a eficácia da vacina. Agora, o total de voluntários será ainda maior e terá pessoas de várias faixas etárias, começando pelos adultos.

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Segundo Marcelo Franco, uma das vantagens da dose pesquisada pelo Instituto Biutantan é a imunização prolongada. A intenção, ele diz, é oferecer um medicamento que tenha efeito por dez anos.

A terceira fase de testes está prevista para começar no meio deste ano e deve 12 meses.

Empresas de Sorocaba sofrem prejuízo com a doença

Reportagem da BandNews FM mostra os prejuízos causados pelos mais de 25,5 mil casos de dengue em Sorocaba, no interior de São Paulo . Empresas estão com o quadro de funcionários desfalcados e já calculam as perdas.

Uma multinacional com 7 mil empregados teve pelo menos 300 afastados por licença médica. Em uma outra empresa, uma fábrica de parafusos com 290 funcionários, 23 precisaram deixar o trabalho para tratar a doença.

Segundo o sindicato dos Metalúrgicos, não há como não haver prejuízo. Isso porque também em função da doença está praticamente impossível encontrar substitutos para as vagas. Cada funcionário diagnosticado com dengue fica, em média, uma semana afastado do trabalho.

“Não se consegue tanta mão de obra qualificada no tarabalho. É preciso negociar com os fornecedores e os prazos de entrega”, diz o representante do sindicato.

Sem alternativa, a empresária Rosemeire Barbosa precisou fechar a agência de turismo por 15 dias. Ela, o marido e uma funcionária tiveram dengue e, com os fortes sintomas da doença, era impossível atender os clientes. “Não conseguíamos nem atender o telefone. A doença deixa a pessoa muito mole”, lembra.

Por conta disso, amargou um prejuízo de R$ 70 mil.

O Ministério Público vai investigar a epidemia de dengue em Sorocaba e apurar as medidas tomadas pela prefeitura para prevenir o avanço da doença. A administração municipal convocou a Polícia Militar, a Guarda Civil e 55 voluntários do tiro de guerra do Exército para acompanhar os agentes de zoonoses.

A ideia é dar mais confiança aos moradores que ainda não permitem a entrada nas suas casas.

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