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Delator da Camargo Corrêa, investigado na Lava Jato, é libertado

O vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Leite, deixou na terça-feira a sede da Polícia Federal em Curitiba e voltou para São Paulo. Investigado pela Lava Jato, e preso desde 14 de novembro, o executivo foi liberado por ter seu acordo de delação homologado pela Justiça. O presidente da empresa, Dalton Avancini, também deve ser solto em breve.
Leite falou sobre novos desvios na Petrobras e afirmou que o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, pediu a ele, como doações eleitorais em 2010, mais de R$ 10 milhões que a Camargo Corrêa devia de propinas atrasadas.
Já Avancini, conforme a defesa já havia confirmado, detalhou propinas na usina hidrelétrica de Belo Monte. O teor integral dos depoimentos ainda é sigiloso. Os dois vão permanecer em prisão domiciliar com tornozeleiras eletrônicas até julgamento.
Dez presos da Lava Jato foram transferidos ontem da sede da Polícia Federal para o Complexo Médico Penal em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.
Por falta de espaço nas carceragens da PF, a Justiça autorizou, anteontem, a remoção de oito empreiteiros (quatro da OAS e um da Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Galvão Engenharia e Engevix), o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e três operadores financeiros que operam junto à estatal. Destes, apenas o executivo Gerson Almada, da Engevix, e o lobista Fernando ‘Baiano’ ainda não foram transferidos, pois prestam depoimentos.
O juiz Sérgio Moro negou a transferência de dois presos: o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, que recebe assistência psicológica, e o presidente da UTC, Ricardo Pessoa, após pedido do MPF. O vice-presidente da construtora Mendes Júnior, Sérgio Mendes, teve negado um pedido de transferência ao Complexo da Papuda, em Brasília.

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