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Delações premiadas devem acelerar julgamento no STF, diz jurista

As investigações sobre políticos envolvidos no escândalo da Petrobras, sob a responsabilidade do STF (Supremo Tribunal Federal), devem ocorrer de forma mais acelerada. Em entrevista à BandNews TV, o jurista Luiz Flávio Gomes afirma que isso será possível em função das delações premiadas – acordadas com executivos, doleiros e ex-diretores da estatal suspeitos de envolvimento no esquema.

Ao todo, 13 delações já foram feitas e duas estão em andamento. No acordo, feito com o MPF (Ministério Público Federal), os suspeitos prometeram contar detalhes do esquema em troca de redução da pena, caso sejam condenados.

«Está todo mundo dedurando. Por isso a colheita de provas será rápida e uma investigação de dois anos poderá se resolver em seis meses», aponta Gomes.

A lista com 54 nomes de políticos suspeitos de envolvimento no esquema de pagamento de propina foram entregue ao STF nessa terça-feira pelo procurador da República, Rodrigo Janot. Os presidentes da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estariam entre os citados.

Os próximos passos do caso no STF, acredita o jurista, é a quebra de sigilo de todos os nomes e a permissão para que a polícia conclua as investigações e complemente as denúncias.

«Existe a possibilidade de políticos serem presos e quem for preso perde o cargo», esclarece.

A perda de mandato, no entanto, pode acontecer antes do julgamento do STF. Depois da divulgação dos nomes dos políticos suspeitos pode haver pressão popular para que eles percam os cargos na Câmara e no Senado, o que pode acarretar em abertura de processo de cassação por quebra de decoro.

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