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Acusado de atentado na Maratona de Boston tinha ‘morte no coração’, diz acusação

A advogada do acusado pelas bombas detonadas na Maratona de Boston disse no início de seu julgamento que seu cliente teve responsabilidade nos ataques que mataram 3 pessoas e feriram 264 com uma admissão surpreendente: “Foi ele”.

Mas o réu Dzokhar Tsarnaev, seu cliente, teve um papel secundário no atentado de 15 de abril de 2013 e no assassinato a tiros de um policial dias depois, disse Judith Clarke, a advogada de defesa, ao iniciar nesta quarta-feira sua argumentação no tribunal distrital de Boston. Segundo ela, o irmão mais velho de seu cliente, Tamerlan (já morto), foi o mentor.

A estratégia da defesa, que não incluiu uma mudança na declaração de inocência de Dzokhar, pareceu ter como meta poupar o réu da pena de morte. Se ele for condenado, o júri decidirá se será executado ou pegará prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

Mas o promotor-assistente William Weinreb se antecipou à manobra defensiva de lançar a culpa a Tamerlan Tsarnaev, que foi morto quando seu irmão caçula o atropelou acidentalmente depois de um tiroteio com a polícia alguns dias após o atentado.

“O foco estará no réu”, disse o promotor. “É ele que o governo tem de provar ser culpado, não seu irmão.”

Weinreb contou aos jurados como os irmãos Tsarnaev, ambos de etnia chechena, escolheram cuidadosamente os locais onde deixaram as bombas na tentativa de punir os Estados Unidos por suas ações militares em países de governo muçulmano.

O juiz George O’Toole desaprovou esse debate. Ele determinou que seria melhor que a questão da culpa relativa dos dois irmãos fosse deixada para a segunda fase do julgamento, na sequência se Dzokhar for declarado culpado.

Amigos e familiares de vítimas de ataque em Boston chegam de ônibus ao julgamento | Brian Snyder/Reuters

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