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Pilotos não eram capacitados para operar avião que caiu com Eduardo Campos, aponta FAB

A Aeronáutica comprovou que o piloto e o co-piloto não tinham habilitação específica para operar o avião que caiu em 13 de agosto do ano passado com o então presidenciável Eduardo Campos a bordo, em Santos (SP). Os dois fizeram treinamento para Cessna 560, e não para o modelo mais novo, o Cessna 560 XL+, que se acidentou, segundo a primeira fase da investigação divulgada nesta segunda-feira.

“Pode ser um fator contribuinte. Vamos ter conclusão no momento adequado”, afirmou o chefe do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), brigadeiro  Dilton José Schuck.

Shuck adiantou que já recomendou à Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) a exigência nos brevê, como é chamada a habilitação dos pilotos, a comprovação de treinamento em caso de mudança de modelos de avião. “Não podemos falar em falha humana, ainda.”

Rota diferente

O relatório do Cenipa não identificou falhas técnicas. O documento apontou que, no momento do pouso, a inclinação da aeronave em relação ao solo era de 38 graus, sendo que o recomendado é entre 3 e 3,5 graus, quando informou ao centro de controle aéreo que arremeteria em função das condições climáticas.

Os pilotos, porém, fizeram uma trajetória diferente da que estava prevista na carta de voo.

A conclusão prévia afastou as hipóteses de fatores externos para o acidente, como choques com objetos no ar ou voo de cabeça para baixo.

A conclusão final ainda não tem data para ser divulgada. “A investigação não tem o objetivo de apontar culpados, mas sim identificar as causas para a prevenção de futuros acidentes”, declarou o brigadeiro.

O acidente

O jato particular caiu em Santos, no dia 13 de agosto. Além de Eduardo Campos, morreram na tragédia os dois tripulantes e quatro assessores de campanha do ex-governador de Pernambuco.

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