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Além do calor, pernilongos infernizam os paulistanos

Com Cristina, os mosquitos não tem vez | Marcelo Pereira/Metro

Já não bastasse o calor e a falta de água, mais uma praga inferniza a vida dos paulistanos: a infestação de pernilongos. Em 2014, 5,3 mil pessoas ligaram para a Secretaria de Saúde para reclamar dos mosquitos – um aumento de 42,1% em relação ao ano anterior.

O “Chacrilongo” de Silvio Brito – “chato, cri-cri e pernilongo” – está mais presente nos bairros próximos ao rio Pinheiros, de acordo com o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), mas os insetos incomodam paulistanos de todas as regiões. O CCZ monitora semanalmente 64 pontos da cidade e realiza limpezas em locais que podem servir de criadouros para mosquitos, como bueiros e calhas de córregos.

A comerciante e moradora do Alto de Pinheiros, na zona oeste, Cristina Gerevini, 58 anos, diz que precisou investir para escapar das picadas. “Gastamos com inseticidas e telas nas janelas da casa. Nesse ano, estamos tendo mais pernilongos do que no ano passado.”

O gerente executivo Alberto Moscardi, 52 anos, morador do Panamby, zona sul, usou a criatividade. “Colocamos cravos espetados em cascas frescas de laranja ou limão. Funciona por volta de três horas”.

Mas as altas temperaturas não são as responsáveis pelo aumento do número de pernilongos na capital. Segundo o biólogo Marcelo Okuma, as chuvas de verão é que aumentam o problema. “Como a fase larval dos mosquitos se desenvolve na água, há mais focos de proliferação e a população tende a aumentar. Somente as fêmeas dos pernilongos picam as pessoas, pois elas necessitam de sangue para a maturação de seus ovos”, explica.

Os pernilongos não transmitem doenças, mas Okuma alerta que outros mosquitos – vetores de doenças como dengue e febre chikungunya – também possuem melhores condições de proliferação no verão. “A principal prevenção é não deixar água parada”, explicou.

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