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Acusado de distribuir propinas em esquema na Petrobras fará delação

Denunciado pelo MPF (Ministério Público Federal) como auxiliar do doleiro Alberto Youssef, o empresário Rafael Ângulo Lopez foi mais um investigado a fechar acordo de delação premiada com os procuradores.

Espera-se que a delação de Rafael Ângulo Lopez ajude a detalhar o recebimento de propina por parte de políticos. A denúncia do MPF ainda não especifica nomes.

Lopez foi denunciado no final de julho, em um dos processos na Justiça Federal do Paraná, por suspeita de entregar valores a beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras.

De acordo com as investigações, ele e outros parceiros levaram ao exterior US$ 78,2 milhões (R$ 201,9 milhões, no câmbio atual), por meio de empresas offshore.

Lopez era funcionário da GFD investimentos, uma das empresas de fachada criadas por Youssef.

A PF (Polícia Federal) apreendeu, no escritório de Lopez, R$ 1,39 milhão e US$ 20 mil, além de uma maleta com cerca de R$ 500 mil.

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Defesa de Cerveró ‘recua’ ao citar Dilma

Os advogados do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró voltaram atrás e retiraram Dilma Rousseff da lista de testemunhas de defesa, horas depois de terem arrolado a presidente na lista.

A defesa foi protocolada nesta segunda-feira na Justiça. O ex-presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, está na relação de testemunhas. O advogado Edson Ribeiro justificou que o nome de Dilma foi retirado a pedido do próprio Cerveró, que  disse que a presidente não teria o que falar sobre as acusações.

OAS tentará anular delação de Youssef

A defesa dos empreiteiros da construtora OAS presos na 7ª fase da Operação Lava Jato entrou nesta segunda na Justiça com um pedido de anulação da delação premiada de Alberto Youssef.

Homologado em dezembro, o acordo permitiu ao doleiro redução da pena e abatimento da multa aplicada a ele, em troca das informações.

Os advogados dos executivos da OAS reclamam de não ter acesso ao conteúdo integral da delação e questionam a “moralidade” do acordo.

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