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Problemas no abastecimento de água já afetaram 68% dos paulistanos

Abrir a torneira e não ter água já é uma realidade para a maioria dos paulistanos. O  Irbem (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), realizado pelo Ibope, a pedido da Rede Nossa São Paulo, revela que 68% dos moradores da capital ficaram sem abastecimento nos últimos 30 dias. O levantamento ouviu 1.512 pessoas, entre os dias 24 de novembro e 8 dezembro.

Sobre o futuro, as previsões são ainda mais alarmantes. Para 82% dos entrevistados, São Paulo corre grande risco de ficar sem água por um longo período nos próximos meses. Apenas 3% acreditam que não haverá um colapso no abastecimento hídrico.

De acordo com o levantamento, 42% dos pesquisados afirmaram que a crise no fornecimento de água é consequência da falta de planejamento do governo estadual; outros 29% culpam a falta de chuvas e 15%, a Sabesp.

Qualidade de vida

De 169 itens sobre a qualidade de vida na capital, cuja avaliação vai de 1 a 10 (de totalmente insatisfeito a totalmente satisfeito), 139 ficaram baixo da média (5,5), 2 ficaram na média e 28, acima. No entanto, nenhum dos itens aprovados tem participação do poder público. São temas ligados à religião, à família e às relações sociais.

A prefeitura foi reprovada na qualidade das calçadas (3,8), na quantidade de ciclovias (4,6), nas medidas para reduzir o trânsito (4) e na iluminação pública (4,8).

Já o governo de São Paulo não atingiu a média no tamanho da rede do metrô (4,9), na segurança (3,3) e no acesso ao ensino técnico e universitário (5,2). Estado e prefeitura ficaram baixo da média no item tarifa de transporte público (4).

Apenas 10% dos pesquisados afirmaram se sentir seguros em São Paulo. A violência em geral é a principal preocupação de 67%, seguida dos roubos (66%), tráfico de drogas (41%). E 37% afirmam que temem sair à noite.

Confiança

O Corpo de Bombeiros é a instituição mais confiável (90% dos paulistanos confiam). Os Correios aparecem na segunda posição, com 82%. A Sabesp, que em 2013 ficou em terceiro lugar com 82%, caiu para sexto, com 62%. Apenas 30% confiam na prefeitura. A Câmara Municipal segue em último lugar, com 21%. 

Maioria sairia da cidade se tivesse chance

Os resultados apresentados na pesquisa mostram um crescimento no percentual de paulistanos que, se tivessem uma oportunidade, deixariam a cidade. Segundo o Irbem, 57% dos entrevistados afirmaram que desejam abandonar a capital. O índice supera o de 2013, que foi de 55%.

O descontentamento da população fica claro na avaliação feita da administração Fernando Haddad (PT). Para 40%, ela é ruim ou péssima. Para 45%, regular. E 15% consideram a administração  boa ou ótima.

O paulistano também reprova o trabalho oferecido nas 32 subprefeituras, considerado  ruim ou péssimo para 44%, regular para 36% e ótimo e bom para 16%.

Presente na apresentação da pesquisa, o prefeito avaliou que os dados podem ajudar a prefeitura a orientar sua comunicação com a população e mostrar que intervenções necessárias para melhorar a qualidade de vida na capital estão em andamento. “Nossos dados são diferentes dos apresentados, que são subjetivos. Nós levamos  em conta as reclamações recebidas pela prefeitura. Em alguns casos, a pessoa que elogiou a expansão das ciclovias pode ter criticado as faixas de ônibus. O fato é que a cidade está em transformação.” 

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