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Paulo Roberto Costa diz ter recebido R$ 3,8 milhões para não atrapalhar Pasadena

O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, afirmou que recebeu US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 3,8 milhões) para não atrapalhar a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA.

Segundo o depoimento prestado por Costa à Polícia Federal em setembro, a compra da refinaria teria envolvido uma propina entre US$ 20 e 30 milhões, paga supostamente pela Astra Oil, proprietária anterior da refinaria. Nestor Cerveró, ex-diretor Internacional da Petrobras, e o lobista Fernando Baiano, envolvidos com o PMDB, teriam recebido o valor.

Na delação premiada, disponibilizada nesta quinta-feira (22) durante o desenrolar da Operação Lava Jato, que investiga desvios na estatal, Paulo Roberto Costa admitiu que recebeu o dinheiro de Fernando Baiano.

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A Petrobras comprou em 2006 metade da refinaria de Pasadena por US$ 360 milhões – um ano antes a instalação havia sido adquirida pela empresa belga Astra Oil por US$ 42,5 milhões.

Uma briga entre as duas empresas, em 2008, e uma subsequente disputa judicial, levou a estatal brasileira a comprar os outros 50% da refinaria. No total, o negócio custou à Petrobras US$ 1,18 bilhão.

No depoimento, Costa admitiu que a transação foi desastrosa para a empresa. “Quanto à Refinaria de Pasadena, não foi um bom negócio, pois a mesma era feita para processar petróleo leve, enquanto a Petrobrás exportava petróleo pesado; que para Pasadena poder processar o petróleo do tipo que a Petrobrás exportava, precisaria de uma adequação que poderia custar de um a dois bilhões de dólares”, disse Costa.

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