Brasil

Paralisação de aeroviários causa mais de 200 atrasos e 84 cancelamentos de voos

A última atualização da Infraero informava que 204 voos estavam atrasados e outros 84 haviam sido cancelados até o meio-dia desta quinta-feira em todo o país. A situação é efeito de uma paralisação de pilotos, comissários e equipe de terra dos aeroportos, que ocorreu das 6h às 7h, em protesto por melhores condições de trabalho.

Congonhas, em São Paulo, é o aeroporto com o maior número de casos: 25 voos foram cancelados e outros 25 estão atrasados. No momento da paralisação, os funcionários das companhias aéreas lotaram o saguão.

Também há registro de atrasos e cancelamentos nos aeroportos do Rio de Janeiro (Santos Dumont e Galeão), Belo Horizonte (Tancredo Neves), Brasília, São Paulo (Congonhas, Guarulhos e ViraCopos, em Campinas), Porto Alegre, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza e Manaus. (veja a lista completa aqui)

 

Orientação aos passageiros

As companhias aéreas estão oferecendo a opção de troca de passagens ou reembolso sem taxas adicionais aos passageiros de voos cancelados em função da paralisação dos funcionários. Veja:

Tam – a empresa informa que os clientes receberam assistência e que a operação está sendo normalizada. Há ainda opção de remarcar a passagem, abrangendo voos até o dia 6 de fevereiro, sem custo adicional. O passageiro pode fazer a troca pelo site da companhia ou em uma das lojas da empresa nos aeroportos.

Gol – a companhia recomenda que os clientes com voos previstos para esta quinta-feira entrem em contato por meio dos canais de atendimento para verificar a situação da viagem. Há possibilidade de remarcação das passagens, sem taxas, ou solicitação de reembolso integral. O contato pode ser feito pelo site ou através do telefone 0300-1152121. A empresa informou ainda que os passageiros estão recebendo assistência nos aeroportos e os que tiveram voos cancelados estão sendo remanejados em outras aeronaves.

Azul – a companhia informou que todos os voos programados para esta quinta-feira estão mantidos.

 

Protesto

Aeronautas e aeroviários protestam por melhores condições de trabalho. Eles pedem aumento de 8,5% nos salários e benefícios, além de melhores condições de trabalho (como ajuste nas escalas) e do estabelecimento de um piso salarial para os agentes que fazem o check-in.

A proposta das empresas, no entanto, oferecia reajuste de 6,5% para os salários e aumento de 8% para alguns benefícios.

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