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EUA descartam ligação entre Al-Qaeda com ataques na França

O secretário de Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, disse neste domingo, dia 11, que «não há informação confiável» de que a Al-Qaeda esteja envolvida nos recentes ataques que deixaram 17 vítimas em Paris.

«Até este momento, não temos informação confiável que nos permita determinar qual organização é responsável» por estes ataques, declarou o secretário de Justiça à emissora ABC, em Paris, onde participa de uma reunião internacional contra o terrorismo.

«Certamente temos que ver exatamente quem foi responsável (para) determinar que tipo de retaliação seria apropriada», afirmou. «Mas nós nos solidarizamos com os franceses», acrescentou.

Holder deu estas declarações enquanto dezenas de chefes de Estado e governo se uniam a centenas de milhares de pessoas, em uma marcha maciça de união e repúdio ao terrorismo pelas ruas de Paris.

A França está em choque após dias de ataques sangrentos que começaram na quarta-feira, dia 7, quando dois irmãos atacaram o jornal satírico Charlie Hebdo, matando 12 pessoas, inclusive alguns dos mais conhecidos cartunistas da França.

Quatro outras pessoas foram mortas na sexta-feira, dia 9, em uma tomada de reféns em um supermercado de produtos judaicos por um terceiro homem, que tinha matado uma policial um dia antes.

Os três atacantes foram mortos pela polícia.

Apesar da elevação dos alarmes após os ataques, Holder disse não haver indícios de uma ameaça ativa dentro dos Estados Unidos. «Embora não haja uma ameaça sólida específica que eu possa indicar, certamente penso que o ambiente mudou com o passar dos anos», prosseguiu.

Embora a capacidade da Al-Qaeda de lançar um ataque com a escala do 11 de setembro tenha diminuído, a ameaça representada por «lobos solitários» radicais aumentou, disse ele.

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