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Ato contra violência na UFRJ reúne 200 pessoas

Um protesto na UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) foi realizado na manhã deste domingo para homenagear o estudante de biologia Alex Schomaker Bastos, de 23 anos, morto a tiros por assaltantes na última quinta-feira. O caso está sendo investigado pela Divisão de Homicídios (DH).

A mãe dele,  a professora de português Mausy Schomaker, era uma das 200 pessoas que participaram do ato, no local do crime, em frente ao campus da UFRJ, em Botafogo, e criticou a falta de segurança. Durante o protesto, houve discursos em homenagem a Alex e pedidos de mais educação e segurança.

“Ninguém se preocupa com a educação. Meu filho caiu morto com o RioCard no bolso. O que vou fazer com o diploma dele? Cadê o Secretário de Segurança aqui?”, discursou a mãe do estudante.

Insegurança na região

A morte do estudante chamou a atenção para o grande número de assaltos na região. A vendedora Rita Cindim, que trabalha ao lado do ponto de ônibus mais próximo da UFRJ, afirma que há roubos diários no local: “Ainda agora assaltaram. Sempre foi assim. No verão, dobra”, relata.

Vice-diretora da Escola de Serviço Social, Sheila Backx, acredita que o problema não é só da região. “Está crescendo. A insegurança da cidade está chegando aqui perto”. Ela  acrescenta que mesmo dentro do campus, à noite, foram registradas ocorrências.

Gabriela Giffoni, estudante de Rádio e TV,  foi assaltada no ano passado quando saía da faculdade, por volta de 20h, por dois homens em uma moto.

“Estava com mais duas amigas. Eles ameaçaram estar com uma arma. Levei um soco porque não queria passar a mochila”, conta.

A Polícia  Militar informou que patrulha a região 24
horas por dia, mas que um
reforço no efetivo está sendo estudado.  

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