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Corpos de duas vítimas do assassino de Mogi das Cruzes são enterrados

Os corpos de duas mulheres assassinadas pelo matador de Mogi serão velados e enterrados no Cemitério Floreal Eterno em Itapecerica da Serra e no Cemitério da Saudade em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo.

O velório de Maria Aparecida do Nascimento começou na madrugada desta quinta-feira, na Paróquia São Benedito e o sepultamento aconteceu no Cemitério da Saudade, também em Mogi, às 09h30.

O corpo de Maria do Rosário, por sua vez, será enterrado às 15h30 no Cemitério Floreal Eterno, em Itapecerica.

O ajudante geral Jonathan Lopes de Santana, de 23 anos, confessou os crimes e afirmou para a polícia em depoimento que tinha preferência em matar moradores de rua e drogados porque, segundo ele, não pagam IPTU.

Jonathan foi preso no Jardim Rodeio em Mogi das Cruzes, após a denúncia de um vigia que avistou ele com a roupa toda ensanguentada, dirigindo seu carro.

Quando os militares chegaram, o assassino tentou esconder um machado e uma faca, as possíveis armas usadas nos crimes. Os objetos foram recolhidos e levados para perícia.

Ao todo sete pessoas foram atacadas pelo criminoso

A primeira foi uma mulher, dependente química. Ela foi morta a facadas no último sábado (29) em Braz Cubas. O segundo ataque ocorreu às 23h45 de segunda-feira (1º), contra dois moradores de rua que dormiam na Avenida Francisco Rodrigues Filho, em frente ao Supermercado Maktub, no bairro Mogilar, em Mogi das Cruzes. O suspeito foi até o local e esfaqueou as vítimas na região da face, em seguida, ateou fogo nos corpos. Um deles não resistiu e morreu no local. O outro, de 29 anos, segue internado em estado grave no Hospital Luzia de Pinho Melo.

No terceiro ataque, ocorrido na cidade de Poá, terça-feira (2), a vítima, que estava na linha férrea usando drogas, foi decapitada com golpes de machado.

O quarto ataque ocorreu no fim da madrugada desta quarta-feira (3) entre a Avenida Francisco Rodrigues Filho e na Rua Maestro Antônio Mármora Filho, onde três pessoas foram decapitadas. Um era o morador de rua; outra estava fazendo exercícios na rua e a última vítima era funcionária de uma metalúrgica.

Segundo o assassino, uma mensagem demoníaca motivou os crimes

Depois das decapitações, Santana fugiu. De acordo com o que ele disse ao delegado seccional, a motivação das mortes seria uma mensagem demoníaca.

Santana tem, em seu braço, o desenho de um machado, feito com uma agulha, e o número 31. Segundo a polícia, o numeral pode significar a quantidade de vítimas que o detido pretendia matar.

O rapaz foi levado à Delegacia Seccional de Mogi das Cruzes, na Vila Rubens, onde foi lavrado o auto de prisão em flagrante pelos assassinatos e presta depoimento.

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