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Alberto Youssef recebe alta de hospital em Curitiba

Alberto Youssef, doleiro e um dos presos na Operação Lava Jato da Polícia Federal, recebeu alta do Hospital Santa Cruz, em Curitiba. Youssef tem uma doença cardíaca crônica e, inclusive, sofreu um infarto em julho.

O doleiro fora hospitalizado no último sábado com febre, dores abdominais e queda de pressão. Essa é a quarta internação desde que foi detido em março.

Na sexta-feira Alberto Youssef participaria como ouvinte de quatro depoimentos de investigados da operação Lava Jato na Justiça Federal, mas não compareceu por orientações do seu advogado, que já informava sobre a saúde debilitada do doleiro.

De acordo com as investigações da Lava Jato, Youssef é o líder do esquema bilionário de lavagem e desvios de dinheiro da Petrobras. Ele está preso na carceragem da superintendência da Polícia Federal no Paraná desde março.

Alberto Youssef firmou um acordo de delação premiada, se comprometendo a detalhar o esquema e devolver o dinheiro desviado em troca de redução da pena, caso seja condenado.

Nos depoimentos à polícia, ele revelou que executivos de empreiteiras combinavam quais as empresas participariam das licitações da Petrobras e concorriam aos processos com os preços máximos permitidos. Em troca da garantia do contrato, eles pagavam propina a diretores da estatal e agentes políticos.

Justiça nega pedido de liberdade a executivo

A Justiça Federal do Paraná negou pedido de liberdade feito pela defesa do vice-presidente da construtora Mendes Júnior, Sérgio Cunha Mendes.

O executivo é um dos presos na Operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura esquema de corrupção e lavagem de dinheiro entre empreiteiras e a Petrobras.

Até agora, a Justiça Federal em Curitiba contabiliza cerca de R$ 100 milhões bloqueados das contas-correntes e fundos de investimentos de investigados na Operação Lava Jato.

A Suíça também vai repatriar ao Brasil US$ 26 milhões que foram transferidos ilegalmente para o país pelo ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também preso pela operação, mas não há prazo para que o dinheiro seja liberado.

O valor foi bloqueado pelo Ministério Público suíço após detectar a origem ilícita dos recursos transferidos por Costa. A medida é a maior ação de repcatriação em curso no país, segundo as autoridades.

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