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Análise: os riscos de uma terceira Intifada

A trágica insistência no Oriente Médio pode resultar numa terceira Intifada? A pergunta surge diante das imagens de jovens palestinos atirando pedras contra forças de Israel ou a cada novo episódio sangrento na região. Intifadas foram guerras de pedras ou mesmo de insurreições palestinas, segundo analistas, numa tradução mais de acordo com os fatos.

Agora o que parece é desespero assassino. A segunda “intifada”, ou insurreição palestina, data do ano 2000, quando naufragou um processo de paz conduzido pessoalmente por Bill Clinton, na época presidente dos Estados Unidos. Clinton botou os negociadores de Israel e da Autoridade Palestina encaixados em Camp David, retiro presidencial americano, mas nem assim conseguiu acalmá-los.

Analistas consideram a situação atual muito pior. Partes da Síria e do Iraque, vizinhos de Israel, se incorporam à geografia de um califado sunita beligerante. Os xiitas do Líbano oferecem ajuda aos de Gaza. Em Israel, os ocupantes de terras palestinas se tornaram mais agressivos. Há razões para crer que uma terceira «intifada”, ou insurreição palestina, se acontecer, será mais trágica do que sucedeu em 1986 e 2000. Mais sangue já é derramado.

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