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TSE decide intervir nos ataques de Aécio e Dilma

Campanhas de Dilma e Aécio deverão apenas expor sua propostas na reta final da campanha | Paulo Whitaker/Reuters
Campanhas de Dilma e Aécio deverão apenas expor sua propostas na reta final da campanha | Paulo Whitaker/Reuters

O Tribunal Superior Eleitoral decidiu intervir no comportamento agressivo adotado tanto por Dilma Rousseff (PT) como por Aécio Neves (PSDB) nas campanhas do segundo turno e informou que será mais duro a partir de agora. Os ministros deixaram claro aos advogados das duas campanhas que vão atuar para garantir que o horário eleitoral seja usado para debater propostas.

A manifestação do tribunal tem como objetivo conter as acusações pessoais entre os candidatos. O presidente do TSE, ministro Dias Toffolli, argumentou que «o debate pode ser duro no que diz respeito a questões programáticas» e que sem a intervenção da Corte, os eleitores acabariam assistindo a um baile de «risca-faca».

Os efeitos da decisão do TSE apareceram já nessa sexta-feira, com a proibição de uma propaganda de televisão da petista Dilma Rousseff.

A propaganda proibida falava sobre o aeroporto que teria sido construído com dinheiro público em terras de propriedade da família de Aécio Neves, no interior de Minas Gerais:

«Compare. Enquanto Dilma modernizou aeroportos para o Brasil receber 203 milhões de passageiros ao ano, Aécio só fez dois em Minas. Um deles, na fazenda que era da própria família e a chave ficava nas mãos de seu tio. Na dúvida em quem votar, é melhor comparar».

A defesa do candidato Aécio Neves argumentou que a propaganda do PT levava o eleitor a acreditar que o tucano «estaria fazendo uso de bem público para favorecer a sua família».

O relator do processo, ministro Tarcísio Vieira de Carvalho Neto, concordou com o PSDB e, na decisão, afimrou que a propaganda «denota ofensa de caráter pessoal que, potencializada, pode ensejar, em tese, até mesmo a caracterização de crime».

A propaganda petista não poderá ser exibida novamente até que o pleno do Tribunal Superior Eleitoral julgue o caso.

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