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Sabesp utiliza avião para induzir chuvas no Alto Tietê

Sabesp quer captar mais água do volume morto do sistema Cantareira | Luis Moura/Folhapress
Sabesp quer captar mais água do volume morto do sistema Cantareira | Luis Moura/Folhapress

A Sabesp contratou uma empresa para tentar provocar chuva no sistema Alto Tietê, que nesta quarta-feira tinha apenas 22,2% da capacidade.

A estratégia, na qual um avião despeja gotículas de água na base das nuvens para tentar acelerar a precipitação de chuvas, está sendo adotada no sistema Cantareira há cinco meses. Agora, o governo estadual firmou um novo contrato, no valor de R$ 3,68 milhões, com a empresa Modclima.

Segundo a Sabesp, a tecnologia provocou a queda de 11,5 bilhões de litros nos reservatórios do Cantareira, o que representa 1,2% do volume do sistema.

O contrato de chuva artificial para o Alto Tietê tem prazo de dois anos. O governo estadual já afirmou que vai utilizar 25 bilhões de litros do “volume morto” – água abaixo do nível de captação – do sistema.

No Cantareira, onde a Sabesp retira água do “volume morto” desde o dia 15 de maio, o nível ontem era de 16,6%. A companhia também pediu autorização da ANA (Agência Nacional de Águas) e do DAEE (Departamento de Água e Energia Elétrica), órgãos gestores do Cantareira, para retirar mais 100 bilhões de litros do volume morto do manancial, além dos 182,5 bilhões já autorizados. No total, a reserva tem 480 bilhões de litros. O governador Geraldo Alckmin afirma que a água disponível nas represas paulistas é suficiente para garantir o abastecimento até março.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, acusou a  Sabesp de investir menos do que o necessário para evitar a crise de abastecimento. A companhia afirma que está adotando ações para evitar a falta de água e que investiu R$ 9,3 bilhões entre 1995 e 2013 para aumentar a segurança do abastecimento.

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