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19 dos 55 vereadores de São Paulo vão disputar eleições

Câmara pode ter recomposição de bancadas | Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress
Dois disputam o governo estadual, oito vaga no Congresso e nove, na Assembleia | Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress

Antes de completar metade do mandato, 19 (33%) dos 55 vereadores Câmara Municipal sairão candidatos nas eleições deste ano.

Dois deles – Gilberto Natalini (PV) e Laércio Benko (PHS) – disputarão o governo do Estado. Nove tentarão uma vaga na Assembleia Legislativa e oito vão buscar uma cadeira na Câmara Federal.

O PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, é o partido com mais candidatos. Em segundo lugar aparecem PSDB e PTB, com três parlamentares, cada (veja quadro).  A base do prefeito Fernando Haddad (PT) é a que menos sofrerá impacto: apenas dois vereadores do PT serão candidatos.

Caso não sejam eleitos, os parlamentares podem reassumir a sua cadeira na Câmara.

Para o cientista político e professor do Insper, Humberto Dantas, um terço da Câmara preocupada com algo que não seja o parlamento é preocupante. “Ninguém elegeu um vereador para ser candidato depois”.

De acordo com ele, de uma forma ou de outra a cidade perde porque, mesmo que eles saiam só no ano que vem, os vereadores deixam de lado todos os esforços dos últimos meses para se dedicar a um projeto novo.

“A Câmara representará nominalmente menos eleitores. Esses sujeitos que estão lá tem bastante votos e, saindo, deixarão seus postos para quem teve menos votos”. Para Dantas, o fato de apenas dois vereadores do PT estarem disputando as eleições mostra as dificuldades do partido no plano estadual. “É mais confortável para eles permanecerem na Câmara.”

Para o vereador e líder do PSD na Câmara, José Police Neto, sua candidatura não significa falta de interesse pela cidade. Em sua 10a passagem pela Câmara Municipal, Police Neto afirma que mira o Legislativo estadual para propor um novo arranjo, tanto legal como institucional, para Região Metropolitana de São Paulo.

Para ele, é possível acumular a campanha eleitoral e o mandato legislativo. Segundo Police, as possíveis mudanças após as eleições de outubro não devem diminuir as dificuldades que Haddad tem enfrentado para aprovar seus projetos na Câmara.

“O que fortalece uma gestão não é vereador a favor ou contra. Essa administração está com dificuldade de constituir uma base majoritária desde o começo”.

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