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Junho tem a pior criação de emprego em 16 anos

geracao-de-vagas-quedaO Brasil criou 25.363 vagas formais de trabalho no mês passado, o pior resultado para meses de junho desde 1998. Com elevadas demissões no mês passado de trabalhadores nos setores da indústria, construção civil e no comércio, as contratações com carteira assinada caíram 79,5% em relação a igual mês do ano passado, quando foram criados 123.836 postos.

No primeiro semestre, o número de postos criados somou 588.671, o menor para o período desde 2009, auge da crise internacional, quando as contratações foram de 397.936. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério do Trabalho.

Diante desse cenário, o ministério reduziu para 1 milhão a previsão de geração líquida de emprego para este ano. O número está bem abaixo da projeção anterior de contratação entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de pessoas em 2014.

O dado ruim de junho foi impactado por elevadas demissões nos principais setores da economia. A indústria da transformação registrou demissão líquida de 28.553 trabalhadores, a construção civil teve desligamento líquido de 12.401 operários e comércio dispensou 7.070 trabalhadores.

O que impediu um resultado mais desastroso foram as contratações líquidas de 40.818 pessoas na agricultura e de 31.143 trabalhadores no setor serviços, apesar de terem perdido fôlego se comparado com o mês anterior.

“Esperava mais contratações, não existia indicativo desse resultado. O causador da redução foi a indústria, com demissão líquida em todos os segmentos do setor”, disse o ministro do Trabalho, Manoel Dias.

O mercado de trabalho tem mostrado sinais de deterioração diante da economia fraca, com a confiança dos agentes econômicos em baixa. Depois de crescer 2,5% em 2013, as projeções de expansão do PIB para este ano rondam 1%, ao mesmo tempo em que a inflação continua elevada. 

Segmento vai ganhar pacote do governo

O governo federal prepara um pacote de medidas nos segmentos das médias, pequenas e micro empresas, disse o ministro do Trabalho, Manoel Dias.

Segundo Dias, as medidas terão o objetivo de facilitar os negócios e estimular a contratação de trabalhadores nesses nichos. Estão sendo ainda estudadas medidas de facilitação de processos e simplificação de exigências para essas empresas, além de um possível reajuste dos limites de enquadramento das empresas no Simples Nacional.

No mês passado, as grandes empresas ganharam um pacote de bondades do governo, que tenta estimular a economia. 

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