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Número de mortos em Gaza sobe para 160 e milhares fogem

Cresce temor de ofensiva terrestre na Faixa de Gaza | Amir Cohen/Ruters
Cresce temor de ofensiva terrestre na Faixa de Gaza | Amir Cohen/Ruters

O premiê israelense, Binyamin Netanyahu, rejeitou no domingo oa apelos por um cessar-fogo ao defender a ofensiva de seu país contra a Faixa de Gaza, durante aparições na TV norte-americana. “Vamos fazer o que for necessário para colocar um fim nisso”, disse, em referência ao disparo de mísseis contra Israel.

Netanyahu disse que israelenses estão sob o cerco de foguetes de militantes, em uma entrevista ao programa “Face the Nation” da CBS. “Quando começamos esta entrevista estávamos sob alerta de bomba e, enquanto os minutos passavam, agora nos dizem que as pessoas podem sair ao ar livre novamente”.

Ele pediu que os norte-americanos imaginassem que cidades da costa leste dos EUA até o Colorado, ou 80% da população, estivessem sob ameaça de ataques de foguetes, com apenas 60 a 90 segundos para chegar a abrigos. “Isso é o que estamos experimentando agora, enquanto falamos”.

A ofensiva israelense já matou pelo menos 160 pessoas, segundo autoridades na Faixa de Gaza.

Refugiados

Milhares de palestinos civis fugiram de suas casas ontem, depois que Israel os advertiu a deixar o local antes de ataques contra o que dizem ser locais de lançamentos de foguetes.

As forças israelenses lançaram panfletos em Beit Lahiya, perto da fronteira norte da Faixa de Gaza com Israel. Nos papéis aparecia a informação: “Aqueles que não cumprirem as instruções para sair imediatamente colocarão em risco suas vidas e as vidas de suas famílias. Cuidado”.

O Exército israelense disse aos moradores de três dos dez bairros de Beit Lahiya para saírem da cidade de 70 mil pessoas até o meio dia de domingo (horário local). Funcionários da agência da ONU para refugiados palestinos disseram que cerca de 4 mil pessoas fugiram para o sul, para oito escolas administradas pelo organismo internacional na Cidade de Gaza.

Nas escolas administradas pela ONU na Cidade de Gaza, os moradores de Beit Lahiya chegaram em carroças cheias de crianças, malas e colchões, enquanto outros foram de carro ou táxi. Um homem, ainda de pijama, disse à Reuters que alguns moradores tinham recebido telefonemas advertindo-os para sair.

“O que poderíamos fazer? Tivemos que correr para salvar as vidas de nossos filhos”, disse Salem Abu Halima, 25, pai de dois filhos.

O Ministério do Interior de Gaza, em um comunicado na rádio do Hamas, rejeitou as advertências israelenses como “guerra psicológica” e instruiu aqueles que deixaram suas casas a retornar. 

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