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Justiça manda perito analisar solo da USP Leste

Acesso ao campus está fechado desde janeiro | André Porto/Metro
Acesso ao campus está fechado desde janeiro | André Porto/Metro

Após a reitoria da USP (Universidade de São Paulo) pedir à Justiça a liberação do campus Leste, interditado desde janeiro por contaminação no solo, a juíza Laís Amaral, da 2a Vara da Fazenda Pública, determinou que um perito analise o terreno para decidir se mantém a interdição ou libera o local. O trabalho deve terminar em 30 dias.

A USP está negociando  com o MP (Ministério Público) e a Cetesb para tentar assinar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), mas a negociação continua emperrada. No dia 26 de junho, o reitor da USP, Marco Antonio Zago, afirmou ao Metro Jornal, na saída de uma reunião para discutir a situação do campus no MP, que a solução viria, “no máximo”, até o dia 30 de junho, o que não aconteceu.

Enquanto isso, alunos matriculados na USP Leste continuam com o futuro indefinido. O contrato com a Unicid e com a Fatec, onde eles estudam provisoriamente, termina no dia 31. Para o segundo semestre, a USP ainda não tem local alternativo.

Segundo a professora Adriana Tufaile, que participou de reuniões no MP, o pró-reitor de Graduação, Antonio Hernandes, afirmou que está negociando a extensão da locação da Unicid e da Fatec até o dia 15 de agosto. A USP não confirma.

O estudante de Gestão de Políticas Públicas Reginaldo Noveli, de 25 anos, diz se sentir desamparado pela USP. “A universidade esqueceu de respaldar os alunos. Nós não recebemos informação. Estamos sem saber o que vai acontecer no próximo semestre.”

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