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Israel continua a bombardear região da Faixa de Gaza

Últimos bombardeios tiveram como alvo bases das Brigadas Ezzedin al-Qasam, o braço militar do Hamas | Ibraheem Abu Mustafa/Reuters
Últimos bombardeios tiveram como alvo bases das Brigadas Ezzedin al-Qasam, o braço militar do Hamas | Ibraheem Abu Mustafa/Reuters

Israel seguiu com bombardeios nesta segunda-feira à Faixa de Gaza, embora sem lançar uma intervenção terrestre, no sétimo dia de uma ofensiva destinada a neutralizar o lançamento de foguetes pelo movimento islamita palestino Hamas.

A Liga Árabe se somou aos apelos internacionais para deter a ofensiva israelense e pediu à comunidade internacional que adote medidas para proteger os habitantes de Gaza, um território pobre de 360 km2 e 1,2 milhão de habitantes.

Os últimos bombardeios tiveram como alvo bases das Brigadas Ezzedin al-Qasam, o braço militar do Hamas, e edifícios de várias cidades, sem que tenham sido reportadas até o momento vítimas fatais.

Desde o início da operação «Barreira Protetora», 172 palestinos morreram, em sua maioria civis, e mais de mil ficaram feridos, segundo fontes médicas palestinas.

Em Beit Lahiya (norte da Faixa de Gaza), muitas famílias que abandonaram suas casas no domingo por medo de bombardeios anunciados por Israel retornaram às suas casas, constatou a AFP.

Segundo a rádio militar israelense, o exército lançou na manhã desta segunda-feira um míssil terra-ar Patriot para neutralizar um drone palestino sobre a cidade costeira de Asdod (30 km ao norte de Gaza), provavelmente com explosivos.

Em um tuíte em hebraico, as Brigadas Al-Qasam reivindicaram o envio de vários drones contra «o coração da entidade inimiga sionista», como chamam o Estado hebreu.

Desde o início das hostilidades, foram lançados mil foguetes de Gaza, que feriram dez pessoas. O exército israelense destruiu 200 deles em voo.

Israel prosseguiu com a campanha de repressão na Cisjordânia ocupada, onde prendeu 23 palestinos durante a noite, entre eles três deputados do Hamas, segundo fontes militares israelenses e de segurança palestinas.

O exército israelense também matou um palestino de 20 anos na manhã desta segunda-feira ao sul de Hebron, informou sua família.

A Liga Árabe, por sua vez, publicou seu comunicado antes de uma reunião de ministros árabes das Relações Exteriores, que tem por objetivo «definir uma posição árabe comum» diante da espiral de violência no enclave palestino.

No texto que será submetido aos ministros, a Liga Árabe pede «ações rápidas para o fim imediato da agressão israelense em Gaza e para proteger os palestinos». «Já não é possível ficar em silêncio diante dos ataques aéreos em Gaza (…) A comunidade internacional tem que intervir através de suas instituições legais e humanitárias para proteger o povo palestino», acrescenta o texto.

A atual espiral de violência começou após o sequestro e assassinato de três estudantes israelenses perto de Hebron em junho, que Israel atribui ao Hamas, seguido alguns dias depois pelo assassinato de um jovem palestino que foi queimado vivo em Jerusalém por judeus de extrema direita.

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