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Egito propõe mediar negociações de trégua entre Israel e Hamas

Liga Árabe se reuniu ontem para discutir proposta | Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Liga Árabe se reuniu ontem para discutir proposta | Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Em meio à escalada de violência, com mais de 170 mortos, e ao temor de uma incursão por terra do Exército israelense na Faixa de Gaza, o Egito propôs na noite desta segunda-feira uma trégua entre Israel e o Hamas que, se aceita, deve entrar em vigor às 9h desta terça-feira (horário local). A imprensa israelense disse que o premiê Binyamin Netanyahu teria aceitado a proposta egípcia e tentaria aprová-la em uma reunião do gabinete convocada para discutir a questão na manha desta terça.

A proposta, analisada nesta segunda pela Liga Árabe, prevê que os dois lados dialoguem sob mediação do Cairo. “Não estamos ainda em fase de negociações. Os dois lados devem cessar fogo e enviar delegações para discutir os termos (de um acordo) no Egito”, disse um funcionário do país. A imprensa egípcia disse que o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, era esperado nesta terça no país, mas Washington não confirmou.

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Segundo a rede de TV CNN, um porta-voz do Hamas disse não ter recebido qualquer proposta mas descreveu a iniciativa como uma “piada”. Dois ministros israelenses sugeriram que uma trégua está entre as opções. Gilad Erdan, ministro das Comunicações, disse que “há contatos o tempo todo”, enquanto Naftali Bennet, ministro da Economia, disse que “todas as opções estão sobre a mesa”. Considerado linha-dura, Bennet anunciou, segundo a imprensa israelense, que votaria contra a proposta.

A UE disse estar em contato com “todas as partes na região” para pressionar uma trégua imediata nas hostilidades, as piores entre Israel e os palestinos em cerca de dois anos.

Drone

Os militares israelenses disseram ter abatido um drone que, segundo eles, teria partido de Gaza, na primeira incursão palestina do tipo. Apesar de não estar claro se a aeronave não tripulada estava armada, o fato aponta para uma sofisticação no arsenal dos grupos.

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