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Protesto reúne mais de 15 mil nas ruas da zona oeste de São Paulo

Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) fazem novo protesto em São Paulo | Fabio Braga/Folhapress
Integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) fazem novo protesto em São Paulo | Fabio Braga/Folhapress

O paulistano enfrentou mais um dia difícil ontem. Além de ônibus parados na zona oeste e em seis cidades da região metropolitana, que deixaram milhares a pé, um protesto de sem- teto bloqueou a marginal Pinheiros, a ponte Cidade Jardim e a avenida Brigadeiro Faria Lima. A manifestação acabou na ponte Estaiada por volta das 21h.

Às 19h, a cidade registrava 240 km de lentidão, o quarto maior índice do ano para o horário, segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Pela manhã, os motoristas já haviam enfrentado o recorde de congestionamento de 2014 no período: 168 km, às 9h30.

Organizado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), o protesto reuniu 15 mil pessoas. A concentração teve início no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste. Por volta das 18h, o grupo marchou pela avenida Brigadeiro Faria Lima, no sentido centro.

Em um carro de som, os líderes convocavam para a “quinta vermelha”. Em determinado momento, o grupo ocupou as duas faixas da avenida. Com medo de depredações, o shopping Iguatemi e comerciantes de rua fecharam as portas.

Os manifestantes seguiram rumo à marginal Pinheiros, bloqueando a pista expressa da ponte Cidade Jardim. O destino era a ponte Estaiada, onde o grupo planejou uma assembleia.

Houve um princípio de tumulto na estação Pinheiros da linha 4-Amarela do metrô, mas não houve confronto entre policiais militares e manifestantes.

A principal exigência do movimento é a desapropriação de um terreno ocupado em Itaquera, próximo ao estádio do Corinthians. Uma audiência, hoje, no Fórum de Itaquera, pode resultar na ordem de reintegração de posse da área, que é particular.

No final do ato, o líder do MTST, Guilherme Boulos, do alto do carro de som, afirmou que haverá protestos semanais até que as reivindicações sejam atendidas.

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