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Diretor da Zara admite escravidão na produção de roupas no Brasil

O diretor-geral da Zara no Brasil, João Braga, admitiu nesta quarta-feira, durante a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Trabalho Escravo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, a ocorrência de trabalho escravo na fabricação de seus produtos há três anos.

Durante a audiência, a CPI apontou que a Zara descumpriu o TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado com o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) e o MPT (Ministério Público do Trabalho) em dezembro de 2011, documento que contém providências que a empresa deve tomar para que não aconteçam mais casos de trabalho escravo na sua cadeia de produção.

Em agosto de 2011, o programa a Liga, da Band, denunciou este caso. Na ocasião, Sophia Reis e Thaíde acompanharam os órgãos do Ministério do Trabalho, responsáveis pela fiscalização, até oficinas de confecção de roupas na cidade de São Paulo, onde bolivianos trabalhavam em condições semelhantes a de escravos.

No meio de sujeira, sem equipamento de segurança e em instalações precárias, nem durante as fiscalizações, os trabalhadores pararam de realizar seus afazeres para ganhar míseros centavos por peça produzida.

Horários de trabalho muito longos, sem água quente, tendo de pedir permissão para fazer qualquer coisa, são fatos presentes da realidade de imigrantes bolivianos que receberam propostas de trabalho honesto e decente no Brasil, mas foram enganados e já chegaram aqui devendo aos patrões.

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