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Rio e Baixada Fluminense enfrentam novo dia de caos

Apenas 18% dos ônibus circularam na terça-feira | Bruna Prado/Metro Rio
Apenas 18% dos ônibus
circularam na terça-feira | Bruna Prado/Metro Rio

Moradores do Rio de Janeiro e de seis cidades da Baixada Fluminense tem uma quarta-feira de muitos transtornos. Motoristas e cobradores de ônibus da capital entraram no segundo dia de paralisação, que agora também tem participação dos profissionais da região metropolitana.

Ontem, a zona oeste da capital fluminense foi a mais prejudicada por causa da falta de ônibus.

Os rodoviários desobedecem ordem judicial, sob pena de multa, que determina um número mínimo de coletivos nas ruas.

Segundo dia

Os rodoviários do município do Rio de Janeiro disseram que não têm como garantir 70% dos trabalhadores em atividade, como exigiu, na terça-feira, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho). Eles adiantaram que a paralisação só terminará a partir dos primeiros minutos da próxima quinta-feira, dia 15.

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Durante entrevista coletiva concedida ontem, na sede da Central Sindical e Popular (CSP – Conlutas), o comando de greve explicou que não tem como convencer nem mesmo 30% dos empregados das empresas de ônibus a voltarem nesta quarta-feira, conforme prevê a lei que trata da prestação de serviços essenciais em caso de greve.

O motorista Hélio Alfredo Teodoro, uma das principais lideranças dos trabalhadores, calcula que 80% dos rodoviários do município estejam paralisados. Ele afirma que os rumos do movimento serão definidos em nova assembleia da categoria, marcada para as 16h de quinta-feira, na praça da Igreja da Candelária, no centro do Rio.

«Como eu vou conseguir chamar o pessoal agora para fazer outra assembleia? Na quinta-feira, a classe volta a trabalhar normalmente. Depois haverá nova assembleia. Até lá, esperamos que alguém venha negociar. Nós estamos abertos à negociação, a aceitar propostas. O sindicato [das empresas] não quer negociar, mas nós queremos. Espero que a prefeitura intervenha a favor nosso, que intime o sindicato a sentar e negociar», disse Hélio.

A advogada da Conlutas, Isabela Blanco, que está dando assistência aos grevistas, ressaltou que a liminar concedida pelo TRT diz respeito ao Sindicato Municipal dos Motoristas e Cobradores de Ônibus do Município do Rio (Sintraturb) e não ao comando de greve da categoria.

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