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Mais uma mulher foi apontada como sequestradora por página

Mensagem foi compartilhada nas redes sociais | Reprodução
Mensagem foi compartilhada nas redes sociais | Reprodução

Uma mulher que também foi apontada como sequestradora de crianças em uma página da internet negou, em mensagem de texto nas redes sociais, as informações divulgadas. Ela também apontou que está fora do Guarujá – onde teria acontecido o crime –, no litoral de São Paulo, há cerca de um ano. No último sábado, dia 3, a página “Guarujá Alerta” divulgou a foto dela ao lado de um retrato falado. A imagem já foi retirada do site.

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No mesmo dia, uma dona de casa de 33 anos, foi espancada até a morte por populares porque teria sido confundida com a sequestradora. Hoje, a polícia disse que a outra mulher apontada como suspeita não tinha passagem pela polícia nem era a pessoa do retrato falado. A vítima fatal também não tinha relação com os crimes.

“Gostaria de esclarecer que eu não sequestro e nunca sequestrei criança alguma. Sou mãe, sou avó e sou uma mulher temente a Deus. Há mais de um ano, eu não vou ao Guarujá e, atualmente, moro no interior”, diz o texto da mulher confundida, repercutido pelo “Guarujá Alerta”. “Gostaria de alertá-los porque já procurei a delegacia da minha cidade e estou tomando as providências cabíveis. Soube hoje que, infelizmente, machucaram uma pessoa inocente. Até porque acompanhei as afirmações de que tudo não passava de boatos. Muito triste com toda essa situação”.

Preso

A polícia prendeu, na terça-feira, um dos suspeitos de matar por espancamento uma mulher no Guarujá, litoral paulista. O agressor preso hoje foi identificado depois de ter sido visto no vídeo, onde aparece dando uma paulada na cabeça na cabeça da vítima. Outros envolvidos ainda estão sendo procurados.

Pela manhã, a polícia ouviu o administrador da página do Facebook, acusado de espalhar o boato sobre uma mulher que sequestraria crianças para rituais de magia negra. Ele saiu pelos fundos da delegacia e alegou estar sofrendo ameaças de morte.

O responsável pelo «Guarujá Alerta» foi ouvido por quase três horas. Ele negou ser o autor das postagens sobre a falsa sequestradora de crianças, com foto e retrato falado, que teriam provocado o linchamento.

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Retrato falado

O retrato falado divulgado em uma rede social e que levou à agressão da dona de casa Fabiane Maria de Jesus, em Guarujá, em São Paulo, foi feito por peritos da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core), no Rio de Janeiro. A dona de casa foi confundida com a mulher do retrato falado e acabou sendo espancada por moradores da comunidade de Morrinhos. Ela foi amarrada e agredida até a chegada da Polícia Militar, que fez um cordão de isolamento para evitar que os moradores continuassem a agredir a dona de casa.

O retrato falado faz parte da investigação conduzida pela 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso), na zona da Leopoldina do Rio, em um caso de tentativa de sequestro.  Após a divulgação do retrato na internet, a dona de casa foi confundida com a mulher retratada, que é suspeita de tentar roubar um bebê em 2012. A tentativa ocorreu após uma mãe sair de uma clínica com seu bebê, onde a criança fez o exame do pezinho. Um homem, que passava pelo local, interrompeu a ação da suposta criminosa ao ver a mãe com um corte no pescoço e correndo para conseguir pegar a filha de volta. O caso ocorreu em Ramos, também na zona da Leopoldina.

Segundo a Polícia Civil, o retrato falado foi feito com base em características físicas passadas pela vítima ao retratista do setor especializado da instituição. Na época, a mãe do bebê disse aos policiais que a acusada era negra, estava acima do peso, tinha cerca de 1,60 m e aproximadamente 25 anos.

A Polícia Civil informou também que a investigação da tentativa de sequestro do bebê e da lesão corporal da mãe está em andamento. A suposta criminosa ainda não foi identificada. A polícia informa que divulga retratos falados como meio de identificação, já que a divulgação da imagem pode ajudar a levar ao paradeiro do autor de um crime.

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