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Ministro da Ucrânia diz que Rússia quer iniciar a 3ª Guerra

A pro-Russian armed man smokes as he guards near the mayor's office in Slaviansk
Pró-russo tomaram prédios públicos da administração ucraniana| Gleb Garanich\Reuters

O primeiro-ministro da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, acusou a Rússia de querer iniciar uma Terceira Guerra Mundial por apoiar a insurreição separatista do leste do país. Nesta sexta-feira, o exército russo lançou novas manobras militares na fronteira ucraniana em resposta à operação comandada pelas autoridades de Kiev. A ofensiva deixou cinco separatistas mortos na tarde de ontem na cidade de Slaviansk.

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Yatseniuk pediu a união da comunidade internacional contra os atos russos. «As tentativas de agressão do exército russo no território da Ucrânia provocarão um conflito no território da Europa. O mundo não esqueceu a Segunda Guerra Mundial e a Rússia quer iniciar uma terceira guerra mundial», declarou no Conselho de Ministros. «O apoio da Rússia aos terroristas na Ucrânia constitui um crime internacional. Pedimos à comunidade internacional que se una contra a agressão russa», completou o primeiro-ministro.

Em um clima de escalada retórica, a Ucrânia mantém a determinação de prosseguir com a ofensiva militar contra os separatistas pró-Rússia do leste, ativamente apoiados, segundo Kiev, por Moscou. Nesta sexta-feira, a agência de classificação financeira Standard & Poor’s rebaixou a nota da dívida da Rússia de «BBB» para «BBB-» e manteve a perspectiva «negativa», em consequência da crise entre Rússia e Ucrânia. «A operação antiterrorista continua», afirmou o ministro ucraniano do Interior, Arsen Avakov.

O governo interino de Kiev, pró-Ocidente, chama de «terroristas» os insurgentes pró-Rússia, que ocupam prédios públicos em várias cidades de regiões de maioria russa, como Donetsk e Lugansk, geralmente armados.

Na quinta-feira, veículos blindados do exército ucraniano atacaram o reduto rebelde de Slaviansk, antes de uma retirada. Kiev afirma que cinco separatistas morreram na operação.

Diante da ofensiva ucraniana, a Rússia ameaçou com uma intervenção militar para defender seus interesses e os da população de origem russa na região. Moscou também iniciou manobras militares, ao longo da fronteira ucraniana.

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