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Regina Casé lamenta a morte de dançarino do ‘Esquenta’

Regina Casé lamentou a morte do dançarino em uma rede social | Reprodução/ Instagram
Regina Casé lamentou a morte do dançarino em uma rede social | Reprodução/ Instagram

A apresentadora Regina Casé lamentou nesta quarta-feira a morte do dançarino conhecido como DG, do programa «Esquenta», da Rede Globo.  O dançarino foi encontrado morto na noite de terça-feira no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana. A apresentadora postou em uma rede social que todos os integrantes do programa estão muito tristes com a notícia e pediu para que a polícia esclareça a morte. Leia na íntegra o post:

«Eu estou arrasada e e toda a família Esquenta está devastada com essa notícia terrível. Uma tristeza imensa me provoca a morte do DG, um garoto alegre, esforçado, com vontade imensa de crescer. O que dizer num momento desses? Lamentar claro essa violência toda que só produz tragédias assim. Que só leva insegurança às populações mais pobres do país. Agora, é impossível saber exatamente o que houve. Mas é preciso que a Polícia esclareça essa morte, ouvindo todos, buscando a verdade. A verdade, seja ela qual for, não porá fim à tristeza. Mas é o único consolo. Regina Casé».

 

IML indica que dançarino morreu por perfuração no pulmão

O dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, encontrado morto na noite desta terça-feira no Morro Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, morreu por causa de uma perfuração no pulmão, segundo apontou laudo do Instituto Médico Legal (IML). Cópia do documento foi entregue à família e divulgada nas redes sociais pelo advogado Rodrigo Mondego, da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

No laudo, a causa da morte é descrita de forma sintética: “Hemorragia interna decorrente de laceração pulmonar decorrente de ferimento transfixante do tórax, ação perfuro-contundente”. O documento não detalha, no entanto, o que teria provocado o ferimento.

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A morte de Douglas, que era conhecido pelo nome artístico DG e trabalhava como dançarino no programa Esquenta, da TV Globo, gerou revolta nos moradores do Pavão-Pavãozinho, assim que descobriram o corpo, no início da tarde de ontem. As pessoas desceram o morro e tentaram interditar ruas da região, sendo impedidas por um forte contingente policial, com a participação do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope). Os policiais atiraram bombas de efeito moral, gás de pimenta e dispararam balas de borracha contra a multidão. Tiros foram ouvidos no interior da favela.

Durante o confronto, um homem de aproximadamente 30 anos morreu com um tiro na cabeça, no alto do morro. Ele chegou a ser levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, também na zona sul, mas já chegou morto, segundo a Secretaria Municipal de Saúde.

De acordo com moradores, um menino de 12 anos, identificado como Mateus, levou um tiro quando descia a Ladeira Saint Roman, quase na esquina com a rua Sá Ferreira e também morreu. Segundo vários relatos, o tiro partiu de um policial militar. Um PM da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) negou a versão dos moradores e disse que o menino teria sido atingido por uma pedra jogada pelos próprios manifestantes. No local onde Mateus teria caído, formou-se uma grande poça de sangue. Não foi possível confirmar a versão dos moradores nem a do policial, sobre o que aconteceu com o garoto e qual seria o seu estado de saúde.

Por causa da confusão, a Avenida Nossa Senhora de Copacabana ficou interditada até próximo da meia-noite. Muitos comerciantes das proximidades fecharam as portas e só alguns decidiram reabrir as lojas e bares, quando a situação se acalmou um pouco.

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