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Ministério Público amplia denúncia de cirurgião preso

O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) vai ampliar a denúncia contra o cirurgião plástico preso por descumprir a decisão judicial que o proibia de exercer Medicina.Wagner Fiorante estava com o registro suspenso há um ano por responder pela morte de duas pacientes durante procedimentos de lipoaspiração.

Rádio Bandeirantes descobriu que o cirurgião continuava a atividade profissional e, em produção conjunta com a Band, marcou uma consulta. As imagens, gravadas com câmera escondida, foram usadas para decretar a prisão do acusado.

A promotora do 5º Tribunal do Júri de São Paulo, Mildred Gonzáles, revela que o réu também vai responder pelo crime de desobediência.

Médico continuava realizando atendimentos:

Os casos

Em abril de 2012, a primeira das vítimas, Rozileine, morreu depois de ter os órgãos perfurados durante uma lipoaspiração. Oito meses depois, Maria Irlene não sobreviveu a uma plástica nos seios e no abdômen. Ela era hipertensa e não podia passar por esse tipo de procedimento.

A clínica de Wagner Fiorante não tinha UTI (Unidade de Terapia Intensiva) nem mesmo ambulância –  o que é obrigatório no caso de cirurgias plásticas.

Ao expedir a ordem de prisão preventiva, na última segunda-feira, a Justiça concluiu que o médico ameaçava a ordem pública porque, ao ter o registro cassado em 2013, jamais poderia continuar a atender. Os novos pacientes, segundo o despacho, estavam sendo enganados por Wagner.

O cirurgião já foi denunciado pelo ministério público pelas duas mortes. No caso de uma delas, a de Rozilene, a promotoria entendeu que ele cometeu homicídio doloso por assumir o risco de matar a paciente – já que a clínica dele não tinha infraestrutura para atender casos de urgência. Por causa disso, ele deve ser levado a júri popular e, se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

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