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Cirurgião proibido de exercer função é preso em São Paulo

Médico confessou que estava fazendo cirurgias | Henrique Pereira/ Band

O cirurgião plástico Wagner Fiorante, acusado pela morte de duas pacientes, foi preso ontem, na Vila Nova Conceição, na zona sul, por descumprir uma decisão judicial que o proibia de exercer atividades profissionais.

A equipe da Band acompanhou o flagrante do Ministério Público e da polícia.

Em abril do ano passado, ele foi impedido de exercer a profissão e teve de entregar o CRM à Justiça.

A Rádio Bandeirantes descobriu que o médico continuava atendendo os pacientes normalmente e uma equipe da Band gravou uma consulta com uma câmera escondida. No flagrante, o cirurgião confessou que estava realizando procedimentos de lipoaspiração.

Ele ofereceu opções de hospitais para baratear os custos da cirurgia: “Eu tenho dois ou três hospitais de primeira linha voltados para a plástica, que o custo é menor. Posso fazer um pacote financeiro somando tudo”, afirmou Fiorante.

Em 2012  Maria Irlene Soares da Silva e Rozilene Maria Sebastião da Silva morreram após procedimentos realizados pelo médico.

Segundo o Ministério Público, no caso de Rozilene, Fiorante assumiu o risco pela morte da paciente. Durante o ato cirúrgico, na própria clínica, ele  perfurou um órgão vital da paciente. O local não estava autorizada a receber procedimentos deste porte.
Em entrevista ao Jornal da Band, o filho de Maria Irlene desabafou: “A família espera que ele seja condenado. Desejo que ele não trabalhe mais nessa área”, disse Jeferson Adriano da Silva. O médico não quis comentar sobre o caso.

O cirurgião plástico Wagner Fiorante, denunciado pelo Ministério Público pela morte de duas pacientes durante procedimentos de lipoaspiração e proibido de exercer a medicina desde abril do ano passado, foi preso em São Paulo.

A Rádio Bandeirantes descobriu que o médico continuava trabalhando normalmente em seu consultório, na Vila Nova Conceição, zona sul de São Paulo.

A reportagem da Band marcou uma consulta com Wagner e foi, com câmeras escondidas, até o consultório.

Mortes

Em abril de 2012 Rozileine morreu depois de ter os órgãos perfurados durante uma lipoaspiração. Oito meses depois, outra mulher não sobreviveu a uma plástica nos seis e no abdome. Ela era hipertensa e não podia passar por esse tipo de procedimento.

A clínica de Wagner Fiorante não tinha UTI, nem mesmo ambulância – o que é obrigatório no caso de cirurgias plásticas. Ao expedir a ordem de prisão preventiva, na segunda-feira, a Justiça concluiu que o médico ameaçava a ordem pública e que, ao ter o registro cassado em 2013, jamais poderia continuar a atender. Os novos pacientes, segundo o despacho, estavam sendo enganados por Wagner.

O cirurgião já foi denunciado pelo Ministério Público pelas duas mortes. No caso de uma delas, a de Rozilene, a promotoria entendeu que ele cometeu homicídio doloso por assumir o risco de matar a paciente – já que a clínica dele não tinha infraestrutura para atender casos de urgência. Por causa disso, ele deve ser levado a júri popular e, se condenado, pode pegar de 12 a 30 anos de prisão.

 

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