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Base aliada se rebela e PT perde Comissão de Finanças

Uma rebelião na base aliada pegou de surpresa ontem os vereadores do PT na Câmara Municipal de São Paulo. O partido acabou perdendo o controle da Comissão de Finanças, uma das mais importantes da Casa.

No final da votação para a escolha dos novos membros do órgão, a presidência ficou com Milton Leite (DEM) e a vice-presidência com Laércio Benko (PHS).

Mas o principal revés foi na escolha para o relator do Orçamento de 2015, cargo avaliado como essencial para garantir o andamento do governo do prefeito Fernando Haddad (PT). O posto ficou com o vereador Ricardo Nunes (PMDB).

Antes da votação, os petistas articulavam para garantir pelo menos a escolha de Paulo Fiorilo (PT) na presidência da comissão. O vereador foi o relator do Orçamento deste ano.

Dando a vitória como certa até o início da sessão, eles foram surpreendidos pelos votos dos aliados, principalmente de Benko, último a declarar apoio ao nome de Leite para o posto.

Em resposta à rebelião, parlamentares petistas derrubaram a sessão que escolheria os membros da Comissão de Saúde, Trabalho e Mulher. Eles não compareceram à votação.

Líderes do partido afirmaram que a eleição de Leite e de Nunes não foi uma derrota, já que os dois estão na base aliada. Segundo Alfredinho, líder do PT na Casa, a paz com os rebelados voltará nos próximos dias, quando for o momento de votar o Plano Diretor Estratégico.

A nova composição da Comissão de Finanças é vista como a primeira ação em conjunto do “centrão”, bloco de vereadores que afirmam não fazer parte nem da situação nem da  oposição.

Apontado como líder do grupo, Leite prepara o terreno para disputar, em dezembro, a presidência da Câmara Municipal.  Neste ano, o vereador abdicou de sua candidatura para deixar o caminho livre à reeleição de José Américo (PT). METRO

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