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Água do Cantareira chega ao fim em julho, diz comitê

A baixa incidência de chuvas nos meses de fevereiro e março deve resultar no “colapso” do sistema Cantareira em julho. A previsão é parte do estudo técnico realizado pelo Grupo Técnico de Gestão do reservatório, formado pela ANA (Agência Nacional de Água) e pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica).

Em fevereiro, o levantamento apresentado apontava que, no melhor cenário, o Cantareira chegaria a dezembro com 21% de sua capacidade. No pior, a água chegaria ao fim em agosto.

A antecipação do colapso  ocorre, segundo o documento, por conta da diferença cada vez maior entre o volume de água que entra no Cantareira e o destinado ao consumo de 15 milhões de pessoas na Grande São Paulo e em municípios do interior do Estado.

O relatório aponta que esse deficit é de 10 metros por segundo, o que representa uma diferença de 26,8 milhões de metros cúbicos por mês. Essa vazão é três vezes maior do que o volume usado para abastecer Campinas.

Desde 2009, o governo estadual já conhece o deficit do Cantareira. Ou seja, sai mais água do que entra no sistema.
Um relatório apresentando à época por técnicos da Sabesp alertava para a necessidade de se buscar alternativas para o Cantareira e não contar apenas com as chuvas do verão.

Situação do reservatório

Ontem, o Cantareira operava com 13,3% de sua capacidade, o menor nível da história. As três principais represas que compõem o reservatório (82% da vazão) chegaram ontem a 6% de volume útil.

Socorro

O Estado promete iniciar, a partir de maio, a retirada da água do “volume morto” (água abaixo do nível de captação) do Cantareira. A  previsão é de que sejam retirados 200 bilhões de litros dos 400 bilhões disponíveis.  A captação custará R$ 80 milhões.

Em relação às críticas do governo do Rio de Janeiro ao projeto de transposição de água do rio Paraíba do Sul, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse ontem que é preciso deixar de “lado as paixões políticas e ter um espírito de estudo”.

De acordo com o governador, o Rio não perderá nada com a  transposição, já que a ANA (Agência Nacional de Águas) regulará a medida. 

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