logo
Representação / Freepik - karlyukavRepresentação / Freepik - karlyukav
Estilo de Vida 14/07/2021

Descubra maneiras de lidar com o comportamento agressivo das crianças

Saiba como amenizar estes comportamentos e saiba o que as crianças querem te falar com eles.

Explosões de raiva e frustrações fazem parte da vida. Com o tempo, vamos desenvolvendo maneiras de transmitir nossos descontentamentos, preocupações e desejos. Geralmente através de uma conversa em que colocamos em palavras nossas emoções nós conseguimos processar a mágoa e resolver os conflitos a nossa maneira. No entanto, para crianças em fase de desenvolvimento, expressar as emoções pode ser algo muito complicado.

Desde o nosso nascimento até a adolescência, o cérebro desenvolve novas ideias e maneiras de lidar com o mundo que, muitas vezes, é difícil de entender. Essa dificuldade na compreensão do mundo é, em grande parte das vezes, traduzida em acessos de raiva, explosões de comportamento inadequado, lágrimas e em alguns casos agressão.

Questões que envolvem desde um brinquedo quebrado, a decepções na escola e os tão temidos “nãos”, podem parecer algo insignificante para os adultos. No entanto, para as crianças, a angústia gerada por estas experiências pode ser intensa.

Cada criança tem uma forma diferente de lidar com a frustração e com as novas emoções. Com isso, cabe aos adultos o papel de acompanhá-las e auxiliar no entendimento destes sentimentos complexos. Isso tudo tem um impacto positivo na vida da criança uma vez que valida suas emoções e ajuda no desenvolvimento de sua personalidade.

Uma matéria publicada pelo Metro Uk traz algumas dicas para lidar com uma criança quando ela expressa seus sentimentos de forma agressiva. Veja abaixo algumas dessas dicas.

Valide os sentimentos das crianças

Esse é um dos pontos principais. É necessário ensinar às crianças, e relembrar aos adultos, que o que estão sentindo é uma emoção completamente válida. Reforçar esse entendimento ajuda a estabelecer uma comunicação segura para que a criança saiba que pode confiar na reação do adulto.

Confira também:

Fique calmo

Dê o exemplo e mantenha a calma. É muito importante não levantar a voz. Ao responder de forma agressiva você pode iniciar um novo conflito que vai dificultar ainda mais o entendimento da situação e, com o tempo, deixará o comportamento mais preocupante.

Não use o medo

O comportamento violento como forma de punição normaliza respostas agressivas e favorece os ciclos de violência. Nunca há razão para bater. Isso também se aplica aos gritos agressivos.

Assustar seu filho e torná-lo obediente é um método experimentado, testado e amplamente desmascarado de educação. Agir desta forma, na verdade, ajuda a alimentar ressentimentos e experiências infantis adversas que ficam com as crianças conforme elas crescem.

Reconheça os primeiros sinais de sentimentos negativos

Na maioria das vezes, os comportamentos agressivos das crianças tentam comunicar algo que elas ainda não sabem fazer. Falar e compartilhar os sentimentos e experiências é uma boa maneira de ganhar a confiança de nossos filhos. Se eles sentirem que não precisam esconder nada de você, o retorno poderá ser positivo.

Para isso, interfira nos comportamentos violentos explicando os motivos pelo qual são errados. Deixe claro que você entende o aborrecimento, mas que juntos podem encontrar novas formas de expressá-lo.

Fique atento a mudanças em grupos de amizades ou trabalhos escolares. Converse com seus filhos para saber como pode ajudá-los e se está tudo bem.

Crie um lugar seguro para as crianças

É importante reforçar a criança que existem regras a ser cumpridas, mas que em casa é possível ser nos mesmos. Aos poucos a criança vai entendendo os motivos pelos quais cada ambiente tem regras diferentes e, por tanto, precisam de comportamentos diferentes.

Quando entendemos a lógica das crianças, fica mais fácil identificar os comportamentos que causam os acessos de raiva e compreender de que forma podemos interferir.

Embora conversas sobre agressividade e sentimentos negativos sejam necessárias, devemos tratar esses acontecimentos como parte do desenvolvimento da criança e aprender a como trabalhar com elas.