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Estilo de Vida 29/04/2021

Skincare: Conheça 4 tipos de manchas de pele mais comuns e seus tratamentos

Especialista explica que as manchas podem surgir por fatores internos e externos, dá exemplos e explica como funcionam os tratamentos. Confira!

Especialista explica a diferença entre os 4 principais tipos de manchas de pele e dá dicas sobre o tratamento ideal. Confira!

Manchas na pele causam incômodo e têm origem interna ou depender de fatores externos. Também chamadas de hipercromias, elas aparecem quando há produção excessiva de melanina, o pigmento que dá cor à pele. “Essa coloração pode ser resultado de fatores externos, como a exposição solar excessiva, traumas na superfície cutânea ou até mesmo a utilização de certos medicamentos e uso de cosméticos inadequados. Como fatores internos, por exemplo, estão os de natureza genética, distúrbios endócrinos (hormonais), características raciais ou até mesmo fatores de fundo emocional”, explica Isabel Piatti, Consultora Executiva em Estética e Inovação Cosmética, especialista em Estética e Cosmetologia, conselheira do Comitê Técnico de Inovação da Buona Vita. 

A especialista explica também que as manchas podem surgir por ação de cosméticos, como os que contém parabenos, já que eles têm ação estrogênica, assemelhando-se à causa de origem hormonal. Existem quatro tipos de manchas de pele mais comuns, são elas: o melasma (ou cloasma), efélides (ou sardas), hiperpigmentação pós-inflamatória e melanose solar (ou mancha senil). 

Conheça os tipos de manchas.

Melasma

Manchas escuras ou acastanhadas (e geralmente com padrão bilateral), o melasma afeta principalmente mulheres em idade fértil com peles mais morenas e que residem em países de climas quentes. “Afeta frequentemente mulheres grávidas, pessoas com propensão genética ou que usam anticoncepcionais à base de estrógeno. Essas manchas pigmentadas, em tom castanho, desenvolvem-se e aumentam de intensidade com a exposição solar que é estimulante da formação da melanina”, explica Isabel Piatti.

“Atualmente, os tratamentos de melasma levam em consideração o gerenciamento e controle da mancha. Além da radiação, pessoas com melasma devem estar atentas, também, à luz visível, aquela emitida por lâmpadas, pela tela do computador, TV, tablet e celular e também pelo sol, e que pode piorar as manchas”, completa.

Efélides ou sardas

São manchas castanho-claras que aparecem na infância, após exposição solar. “Com frequente caráter hereditário, aparece em ruivos e pessoas de pele clara”, explica Isabel.

Hiperpigmentação pós-inflamatória

A hiperpigmentação pós-inflamatória ocorre na pele após traumas ou processos inflamatórios como acne, dermatites, picadas de insetos, queimaduras, entre outros. Também é comum esse tipo de pigmentação em pós-procedimentos com lasers mais agressivos, explica a especialista. “Costuma ser frequente nos pós-operatórios (cicatrizes) e os fototipos mais altos são os que apresentam maior tendência de serem atingidos”, completa.

Melanose solar

Já a melanose solar é caracterizada por manchas marrons variando de claras a escuras que surgem principalmente no dorso das mãos e antebraços em pessoas com mais de 40 anos. “Fortemente relacionadas com a exposição solar sem a devida proteção ao longo da vida e com o envelhecimento cronológico, é mais comum em pessoas de pele e olhos claros”, comenta Isabel.

Tratamentos

Isabel explica que quanto mais profunda a localização do pigmento, mais difícil será o tratamento. “Para que o diagnóstico seja o mais preciso possível, é recomendado o uso da Lâmpada de Wood, que permite a visualização desse tipo de lesão e também ajuda a definir em que camada da pele se encontra a hipercromia”, disse ela.

Para tratar as hipercromias o ideal, segundo a especialista, é combinar cosméticos que promovam a renovação celular – peelings, inclusive química (ácidos), com despigmentantes e ativos com finalidade inibidora, como os antioxidantes, sempre aplicados por profissionais especializados ou sob orientação dos mesmos. 

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Outro ativo de destaque no tratamento de melasma e manchas inflamatórias é o ácido tranexâmico, por agir nos mensageiros celulares que causam a inflamação e consequentemente a mancha. Cada um deles apresenta uma finalidade específica e muito importante no tratamento da hipercromia, mas Isabel complementa: “Um tratamento completo, para ser realmente completo, deve atuar em todas as etapas da formação da mancha. Não adianta usar produtos com apenas um ou outro ativo, e sim uma sinergia deles, pois é a associação que vai proporcionar o clareamento efetivo, agindo nos diferentes mecanismos e fases da mancha”, finaliza a especialista.