logo

A 8ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB), levantamento anual sobre o consumo de jogos eletrônicos no país, revelou nesta semana como o isolamento social provocado pela pandemia de COVID-19 impactou o consumo de jogos eletrônicos. De acordo com a pesquisa, conforme detalhado em comunicado, 75,8% dos gamers brasileiros afirmam jogar mais durante o período .

Fruto de uma parceria entre Sioux Group, Go Gamers, Blend New Research e ESPM, a PGB 2021 ouviu 12.498 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal. As entrevistas foram realizadas entre os dias 7 e 22 de fevereiro deste ano. 

De acordo com o estudo, 72% da população do país afirma jogar jogos eletrônicos. A situação imposta pela pandemia fez com 51,5% dos jogadores realizassem mais sessões de partidas online com amigos.

Pesquisa Game Brasil – o perfil do gamer brasileiro

Como revelado, 51,5% do público de jogos eletrônicos do país é feminino. Esta forte presença está relacionada ao tamanho do mercado de smartphones, onde existe uma dominância das mulheres (62,2%).

Embora a principal classe social dos jogadores no Brasil seja a média-alta (B2), com 27,6%, com os smartphones se consolidando cada vez mais como principal plataforma de jogos no Brasil, é possível identificar uma ascensão das pessoas de classes sociais baixas e médias (C1, C2, D e E) entre o público gamer, representando quase metade dos consumidores de jogos no país (49,7%, na soma).

CONFIRA AINDA: Número de brasileiros adeptos aos jogos eletrônicos dispara no país

Novidade desta edição, a PGB mapeou a etnia dos jogadores brasileiros: quase metade do público se identificou como branca (46%), enquanto outra grande parcela se identificou como parda ou preta (50,3%, na soma).

Em relação à faixa etária, a maioria do público é adulta, com 22,5% possuindo entre 20 a 24 anos e 18,6% entre 24 e 29 anos.

O público de 16 a 19 anos representa 10,3% dos respondentes, enquanto pessoas de 40 anos ou mais de idade constituem 18,9% dos gamers no país. Por questões de ética, o estudo não entrevista menores de 16 anos de idade. Toda essa população, no entanto, é considerada em uma seção especial (Pais, Filhos e Games), dedicada a entender o perfil de consumo desse público pela ótica de seus pais.

Smartphones avançam na democratização dos jogos

Seguindo a tendência dos anos anteriores, a 8ª edição da PGB mostra que a maioria dos brasileiros (41,6%) ainda prefere jogar nos smartphones.

Como detalhado pela pesquisa, os consoles domésticos ocupam a 2ª colocação, com 25,8% de preferência, seguidos pelo computador, em 3º, com 18,3%.

Pesquisa Game Brasil
Cesar Galvão/Garena

Além disso, quem joga no celular joga mais: 40,8% do público afirma jogar todos os dias – nos consoles, essa porcentagem é de 15%, enquanto nos computadores é de 19,6%. Tal comportamento pode ser explicado por fenômenos econômicos e culturais.

Renda média vs. comportamento de consumo

De acordo com a Pesquisa Game Brasil 2021, a maioria dos jogadores brasileiros possui uma renda média familiar de até R﹩2.090 (30,8%), seguidos por uma parcela de 30,3% que afirma ter até R﹩4.180.

Este segundo grupo, por exemplo, só conseguiria comprar um videogame da nova geração se juntasse mais de um mês de sua renda sem gastar com nenhuma outra necessidade.

Além disso, a PGB revela que 45,4% dos gamers no Brasil baixam apenas jogos gratuitos, devido ao preço elevado dos títulos (46,6%); às opções gratuitas que suprem suas necessidades (34,9%); e para não correrem o risco de se arrependerem pelo produto (22,7%). A maioria do público (33%) não investe nenhum valor de outra maneira com jogos, mas 32% gastam em moedas virtuais, 31,4% em itens de melhorias e 31,1% em expansões de jogos.

Escalada dos eSports e do hábito de jogar em família

A PGB 2021 mostra que 64,3% dos jogadores brasileiros já ouviram falar em eSports (esportes eletrônicos) e 55,4% afirmam que jogam ou praticam alguma modalidade. Os indicadores sugerem, nos últimos 4 anos, uma escalada do awareness dessa modalidade de jogos eletrônicos.

Outro hábito que segue em crescimento é a quantidade de crianças que jogam videogame. Segundo a 8ª edição da PGB, 85,1% dos pais afirmam que seus filhos jogam, crescimento de 6,4% em relação à última edição da pesquisa. Nessas famílias, 83,8% dos responsáveis jogam junto com os menores, aumento de 13,1% na mesma comparação.

Com informações da Pesquisa Game Brasil

LEIA TAMBÉM: