Viagens com pet: saiba como levá-lo de forma segura

Veja os cuidados a tomar para evitar que o seu bichinho se estresse na hora da viagem

Por Érica Travain – Canguru News

Para muitas famílias, o animal de estimação é como um membro da casa que, inclusive, deve ser levado nas viagens das férias. Mas, a depender do tipo de passeio, pode dar um certo trabalho transportá-lo até o destino – e alguns pets ficam estressados por não entender bem o que está acontecendo, já que sua rotina muda completamente.

Felizmente, hoje em dia, existem formas seguras de realizar o transporte animal sem provocar traumas nos bichinhos. A seguir, veja as orientações de especialistas sobre os cuidados a tomar durante o trajeto – em viagens de carro, ônibus ou avião – e ao chegar o destino desejado. Confira!

O transporte

A recomendação é levar o animal em caixas adequadas para a locomoção, feitas de material resistente, com base impermeável absorvente, ventilação adequada e com espaço suficiente para que o animal possa girar ao redor de si mesmo. Segundo Amanda da Silva Arsoli, médica veterinária e pós-graduanda em nutrição de cães e gatos, se o animal não está acostumado a ser levado em uma caixa de transporte, é importante realizar treinos para que se familiarize com a mesma . "Tentar utilizar a caixa de transporte como cama do animal nos dias que antecedem a viagem pode ser uma solução para tornar este item mais confortável para o pet. Porém, é importante nunca forçar o animal a entrar no espaço, esta ação deve acontecer de forma voluntária, sob o comando do tutor”, sugere a especialista.

Atestado de saúde

De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, “em viagens aéreas ou rodoviárias, cães e gatos transitam no País sem a necessidade da Guia de Trânsito Animal (GTA). É obrigatório, porém, o porte de atestado de saúde, emitido por um médico veterinário inscrito no Conselho Regional de Medicina Veterinária”. Ainda segundo o órgão, para outras espécies — como aves, coelhos, furões e iguanas — a GTA é obrigatória e deve ser expedida por um veterinário habilitado pelo Ministério da Agricultura ou pelo órgão estadual executor da defesa sanitária. “Buscar o atendimento com médico-veterinário especializado antes da viagem é essencial, pois somente este profissional estará apto para atestar o estado de saúde do animal e quais são as necessidades e cuidados que a espécie precisará durante o percurso”, explica Amanda. Contudo, além da documentação, os cuidadores precisam se atentar ao comportamento do animal de estimação.

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Segurança durante viagens com pet

De acordo com a médica veterinária, cada espécie possui um cuidado diferente. “Por exemplo, para os cães e gatos, é muito importante proporcionar uma segurança durante a viagem por meio do uso obrigatório da caixa transporte, que deverá ser fixada no veículo pelo cinto de segurança”, esclarece. Saiba outros cuidados a tomar, segundo o tipo de viagem:

No carro – O animal de estimação não deve ir solto no colo, no banco da frente ou mesmo com a cabeça para fora da janela, para evitar que objetos como folhas e pedras entrem nos seus olhos ou que ele pule para fora do veículo, por exemplo.

“É importante fazer pequenos intervalos durante a viagem e não deixar o pet em locais fechados, sem ventilação e abafado. Dependendo da distância ao destino final, deve-se realizar paradas a cada 2 ou 3 horas e aproveitar esse momento para hidratar o animal e permitir que ele faça as suas necessidades”, sugere Amanda.

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De ônibus  Verifique as normas da companhia rodoviária, pois nem todos os animais e raças são permitidos. As companhias costumam exigir um atestado sanitário para o transporte. Para cães-guia, as regras podem variar. Como nesses meios de transporte podem ter outras pessoas e animais, ainda é preciso redobrar a atenção.

De avião – As normas dependem de cada companhia. No site de cada empresa estão disponíveis informações sobre o recipiente apropriado para levar o animal de estimação, bem como a documentação prévia necessária para o embarque. O fato de o pet ser transportado na cabine junto ao passageiro ou no compartimento de carga dependerá do porte do bichinho.

Alimentação – Para evitar vômitos e/ou enjoos durante o trajeto, faça com que o pet se alimente três horas antes da viagem e pergunte ao médico veterinário se o mesmo recomenda alguma medicação que contribua para o bem-estar do animal.

Calmantes – Muitas pessoas dão tranquilizantes sem prescrição aos pets, para que fiquem mais calmos durante a viagem, mas essa não é a solução adequada. “Este tipo de medicamento atua como um calmante para o animal, no entanto, a utilização de medicamentos deve ser prescrita e orientada pelo médico veterinário, pois a administração inadequada pelo tutor pode ser fatal. Sendo assim, este profissional irá avaliar todo histórico do pet, o estado físico atual e prescreverá o medicamento mais adequado para esta situação”, alerta a médica veterinária.

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Treinamento prévio de cães

Antes da viagem, é importante expor os animais domésticos ao contato com outros animais para que se habituem com a socialização e assim não estranhem (e mesmo tenham reações inusitadas) ao passar por essa vivência. Segundo o adestrador de cães, Diogo Fontes, os cuidadores nem sempre levam o animal para passear pelo bairro ou evitando, dificultando assim que interajam com outros cachorros. Porém, é essencial que ele tenha essas experiências antes que a família resolva levá-lo em uma viagem. “Se o cachorro nunca viveu isso, é melhor não viajar com ele, pois será exposto a uma situação diferente, morder alguém, por exemplo, à qual os donos podem ser pegos de surpresa e ficar sem saber o que fazer na hora do ocorrido. Isso vai gerar vários problemas, inclusive traumas”, explica Diogo.

Para evitar problemas, o adestrador sugere que sejam feitos passeios regulares com o animal de estimação, e que ele seja também levado a lugares diferentes do que está habituado e ainda que possa interagir com outros cães. “Não tem uma dica para você viajar com seu cão, tem uma dica para você ter um cão feliz e saudável, tanto fisicamente quanto mentalmente”, pontua.

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Animais silvestres

Aves, tartarugas e outros animais silvestres exigem cuidados especiais no seu transporte. No caso dos pássaros, existem contentores de plástico que garantem uma melhor ventilação durante o transporte. De acordo com o Ministério da Agricultura, de forma geral, “os animais devem ser posicionados de maneira que seja possível observá-los com regularidade durante a viagem, garantindo sua segurança e bem-estar. Geralmente, estas condições não serão aplicadas as aves; no entanto, devem ser feitos esforços para observar as condições gerais dentro dos contentores”.

No entanto, tenha cautela: as aves podem se estressar com facilidade. Já tartarugas e répteis costumam sentir menos o impacto da movimentação. Mesmo assim, devem ser transportadas em ambientes que garantam condições adequadas de temperatura, alimentação e hidratação.

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