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Estilo de Vida 22/10/2020

Com medo de sair de casa depois do confinamento? Conheça a síndrome da cabana

Depois de passar quase seis meses confinado, chegou o momento de retomar a vida de antes (com algumas restrições). E há gente que sente ansiedade por causa disso. Mas por que isso está acontecendo?

A capacidade dos seres humanos de se adaptarem é tão grande que, no final, muitos acabaram se acostumando com a rotina de confinamento. A casa se tornou um espaço tão seguro que as pessoas ficaram com medo de abandoná-la — o que é conhecido como síndrome da cabana.

Conversamos com a psicóloga Yina Gómez sobre o tema:

 

O que é síndrome da cabana?

É o conjunto de sintomas que muitos estão experimentando hoje em dia, sem ser um problema patológico, é uma intensa reação comportamental-emocional, manifestada com profundo medo de sair de casa, mudando de ambiente.

Este é um medo real para aqueles que sofrem com isso e está ligado ao risco de contágio do covid-19, mesmo que no início do confinamento essas pessoas foram capazes de considerar sua casa como uma prisão no momento sem estar no lugar ideal. A casa se tornou o lugar que gera segurança, abrigo e proteção.

 

Quais são os sintomas mais comuns?

Consegui identificar três fases na maioria dos pacientes que chegam pela primeira vez.

A primeira fase: começam com tristeza, impaciência, nervosismo, insônia, solidão. Em adultos: desejo de morrer, angústia, cansaço, dificuldade de concentração e até falta de motivação.

Em uma segunda fase: comportamentos compulsivos, irritabilidade, agressividade, reatividade, que acolhe problemas de casal e família.

Em uma terceira fase: imagens depressivas graves que, se não atendidas a tempo por um profissional especialista, resultam em ideias suicidas e um total sentimento de desesperança e absurdo da vida.

 

Do lado psicológico, é normal sentir medo?

É totalmente normal sentir medo, pois é uma emoção universal, inevitável e necessária, fundamental em nossa estabilidade interior e sobrevivência. Sem medo seríamos seres tolos.

Na verdade, a maneira de superar o medo é: identificar de onde vem, qual episódio o desarma, pois só assim ele pode ser transformado; se você mascarar, negar ou invalidá-lo, ele tenderá a aumentar por causa da resistência que você gera contra ele.

 

Existe um estudo para verificar se essa síndrome foi aumentada pela pandemia?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde ao covid-19, no final de março, as terapias virtuais aumentaram, especialmente em idosos e por um alto percentual, apresentaram sintomas idênticos.

Quando as pessoas têm que passar longos períodos de tempo trancadas, elas entram em uma solidão crônica que aumenta os níveis de cortisol, um hormônio que é criado sob estresse, gerando medo e ansiedade.

 

Quais são as melhores terapias para combatê-lo?

Na minha experiência profissional, considero que a terapia transpessoal que funciona sendo, aliada à bioprogramação emocional e à saúde interior, gera resultados altamente eficazes.

O ditado diz “papagaio velho não aprende a falar”. Os idosos são, na maioria das vezes, teimosos. Porém, a técnica de bioprogramação trabalha a crença negativa, que após 21 dias se cristaliza em um novo padrão de pensamento que lhes permite assumir o proeminência de sua vida, sair da vitimização e se reinventar.

 

Como ensinar as pessoas a voltar à vida antes da pandemia sem medo?

Para aqueles que são resilientes, será mais fácil de adaptar, porém é vital que:

  • Gradualmente retome sua vida no seu próprio ritmo, gradualmente recuperando as rotinas que você abandonou.
  • Fortalecer uma vida espiritual, seja qual for sua crença. Há situações que requerem ajuda sobrenatural. Além disso, permite extrair o aprendizado que a vida lhe dá através desse impasse.
  • Pense com cuidado, alimente sua mente com conteúdos, música e práticas de respiração saudável.
  • Passe pelo menos 30 minutos, três dias por semana, praticando algum esporte que exija esforço físico.
  • Empodere relacionamentos saudáveis, momentos alegres, ambientes felizes e tempo para fazer algo que você gosta todos os dias.

 

Fonte: Nueva Mujer